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Carreira11 fevereiro 2026

Pesquisa ou experiência clínica: veja o que mais pesa no currículo da residência

Pesquisa científica ou experiência clínica? Veja como escolher atividades extracurriculares para fortalecer o currículo para residência

Durante a faculdade, uma das grandes preocupações que temos como estudantes é participar de diversas atividades extracurriculares pensado no desenvolvimento de habilidades conforme objetivos profissionais, nas horas formativas e, principalmente, na construção do currículo para os processos seletivos de residência médica.

Muitos processos seletivos incluem a avaliação do currículo, com base nas atividades realizadas, com parte da nota do candidato. Ela costuma ser um diferencial que pode definir a aprovação em processos mais competitivos.

Normalmente, as instituições determinam o peso de cada atividade realizada durante a formação e elas incluem participações em estágios, ligas, pesquisa, monitorias, atividades de extensão, entre outras.

A dúvida que costuma surgir quando somos estudantes é para qual dessas atividades devemos dar mais atenção, pensando em ter um currículo competitivo.

É claro que os objetivos pessoais e profissionais de cada estudante também devem ser considerados na escolha dessas atividades, e não apenas a prova de residência, mas aqui vamos abordar duas áreas que têm grande peso na construção do currículo: a pesquisa científica e a experiência clínica.

Leia mais: Residência em Pediatria: guia completo da especialização

Pesquisa científica

Área importante para os avanços da medicina, a pesquisa envolve todo o processo de investigação científica, análise dos dados, publicações ou apresentações em conferências.

Ela é importante para todas a saúde, mas com um peso maior em especialidades como clínica médica, neurologia, dermatologia e áreas relacionadas.

As atividades feitas durante a graduação podem incluir trabalhos de laboratório, com pesquisa básica, ou ensaios clínicos, envolvendo o atendimento ao paciente. Esse tipo de pesquisa contribui para que o estudante comece a construir o pensamento crítico e a atenção aos detalhes, aprendendo a abordar problemas de forma sistemática, fazer perguntas críticas e formular hipóteses, por exemplo.

O foco nas pesquisas também demonstra que o estudante tem interesse em buscar conhecimento de temas relevantes sobre a especialidade e acompanha as discussões mais recentes.

 

Experiência clínica 

Estudantes que pretendem ir para especialidades como medicina de família, medicina de emergência, pediatria ou cirurgia, podem dar mais atenção as atividades que envolvem experiência clínica. São áreas em que as habilidades práticas precisam ser mais trabalhadas na formação e as decisões médicas normalmente são tomadas de forma rápida ou sob pressão. Por isso, quanto mais experiência, mais chances de se destacar na residência.

As atividades clínicas incluem os estágios práticos e observacionais na própria instituição ou em hospitais externos, atividades voluntárias, participação em eventos de extensão com a comunidade ou atendimentos supervisionados em ligas. São ações realizadas diretamente com os pacientes e permitem que o estudante aprimore técnicas de exame físico e procedimentos. Elas também melhoram a comunicação, empatia, compaixão e julgamento clínico.

Passar um tempo em ambientes que permitem as atividades clínicas práticas permite ainda a compreensão dos fluxos de trabalho em equipe, dos sistemas de gestão de cada serviço e demais detalhes que não podem ser ensinados em sala de aula.

 

Em qual atividade focar para a residência?

A resposta depende dos objetivos profissionais de cada estudante. O ideal é começar a refletir sobre isso desde o início da graduação, sem deixar de aproveitar oportunidades que proporcionem experiências variadas.

Ao chegar ao final da formação, a variedade de experiências vai permitir que você tome sua decisão com mais consciência sobre a escolha do futuro da sua carreira. Isso sem falar que ao longo das diferentes atividades, os objetivos de especialidades também podem ir mudando, conforme você conhece melhor os detalhes em cada atividade.

A combinação equilibrada entre experiência em pesquisa e clínica é um ponto valorizado por muitas instituições de residência médica. Esse pode ser um importante destaque para mostrar suas habilidades de se adaptar em diversos contextos da medicina.

Também leve em consideração o perfil da instituição em que você pretende prestar residência. Instituições com a área acadêmica mais forte, podem dar mais valor a candidatos com experiência em pesquisa, por exemplo. Já as que trabalham com programas direcionados para a atenção primária tendem a priorizar as atividades clínicas e o envolvimento com o paciente.

Conclusão

Não existe uma fórmula única para construir o currículo ideal para a residência médica. O mais importante é alinhar as atividades extracurriculares aos seus interesses, às exigências dos programas desejados e ao tipo de médico que você pretende se tornar.

Planejamento, diversidade de experiências e escolhas conscientes fazem toda a diferença no processo seletivo e na trajetória profissional.

Autoria

Foto de Juliana Karpinski

Juliana Karpinski

Editora médica assistente de Carreira da Afya. Médica e Jornalista formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). MBA em Gestão Estratégica pela UFPR.

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