Logotipo Afya
Anúncio
Carreira3 março 2025

Os primeiros passos do médico na residência de Neurologia

Saiba quais são os principais desafios do residente de Neurologia e os conhecimentos necessários para que tenha sucesso na jornada médica
Por Danielle Calil

A residência médica é o início de uma grande e significativa etapa do desenvolvimento profissional do médico. Os programas de residência possibilitam o aprimoramento de habilidades humanas, seja na forma do cuidado ao paciente, e profissionais, como no melhor desenvolvimento técnico da abordagem e da terapêutica referente à especialidade médica escolhida.

Em estudo sobre a demografia médica no Brasil, a Neurologia não está entre as principais especialidades escolhidas. Uma potencial justificativa pode ser encontrada em revisão sistemática recente em que a Neurologia é considerada uma área desafiadora para o aprendizado de diversos estudantes e médicos em diferentes níveis educacionais, nos quais muitos possuem um baixo nível de confiança na área.

O termo “Neurofobia” sintetiza essa evidência, na qual é reportado uma sensação de aversão por estudantes e profissionais médicos quanto à Neurologia. Para quem escolhe essa especialidade médica, cujas águas são turbulentas para muitos médicos, a proposta desse conteúdo é auxiliar a rota para esse audacioso navegante.

Competências necessárias de um médico

Segundo a resolução publicada no Diário Oficial da União sobre a matriz de competências para formação de especialistas em residência médica em Neurologia, espera-se que ao final do primeiro ano de residência em Neurologia, o residente tenha o conhecimento de semiologia clínica e ética médica para diagnóstico e tratamento das principais emergências e urgências clínicas em ambiente de pronto socorro, ambulatório, enfermaria e terapia intensiva, além de conhecimento das doenças de maior prevalência no âmbito da clínica médica, bem como enfermidades sistêmicas com interface com a Neurologia.

Emponderar conhecimentos em neurociências

Na resolução CNRM número 13, uma das expectativas, ao final do segundo ano de residência médica, é o residente dominar conceitos de neuroanatomia, neurofisiologia e semiologia neurológica para o diagnóstico sindrômico, topográfico, nosológico e etiológico, além de conhecimento verticalizado de urgências e emergências neurológicas, neurointensivismo, cefaleia, doenças cerebrovasculares, bem como noções de traumatismo craniano, traumatismo raquimedular, neuroimagem.

Ainda que o CNRM, em relação às etapas iniciais de conhecimentos em neuroanatomia, neurofisiologia e semiologia neurológica, recomende tais disciplinas ao final do segundo ano de treinamento, alguns programas de residência médica no país já introduzem esses conceitos ao início do ano.

Na minha experiência pessoal, inclusive, acredito que a antecipação e o empoderamento desses três assuntos em neurociências facilitaram o início do segundo ano. Afinal, antes da introdução sobre diagnóstico etiológico de qualquer doença neurológica, a primeira etapa do raciocínio clínico na abordagem de um paciente neurológico é a definição de diagnóstico topográfico que, para sua realização, é indispensável a integração de conceitos neuroanatômicos, neurofisiológicos e semiológicos.

Sugestão de leitura

Abaixo, algumas obras importantes que o residente de Neurologia não pode deixar de ler:

  • Brazis, Paul W; Masdeu, Joseph; Biller, Jose. Localização em Neurologia Clínica. 8ª. Ediçãom DiiLivrosm 2023.
  • Baehr, Mathias; Frotscher, Michael. Diagnóstico topográfico em Neurologia. 6ª. Edição, DiiLivros, 2020.
  • Campbell WW. DeJong – O Exame Neurológico. 8ª. Edição, Editora Guanabara Koogan, 2021.

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Referências bibliográficas

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Carreira