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Carreira15 março 2025

Dicas para criar um ótimo currículo médico para neurologistas

Aumente suas chances na Neurologia com as dicas essenciais para criar um currículo médico competitivo e se destacar no mercado
Por Danielle Calil

Doenças neurológicas têm apresentado, nos últimos anos, um aumento global de sua carga. Considerando o relatório da Global Burden of Disease, doenças como migrânea, doença de Alzheimer e outras demências e doença de Parkinson constituem como a segunda, terceira e décima primeira causas, respectivamente, de doenças com anos de vida saudáveis perdidos (DALYs) ao serem ajustadas para sexo e idade.

A Neurologia, portanto, é uma especialidade médica promissora ao considerar esse dado epidemiológico.

neurologista analisando uma imagem

Panorama da especialidade e perspectivas futuras

Segundo o estudo brasileiro de demografia médica, publicado em 2023, o número de médicos no Brasil cresce consideravelmente, com estimativa de ter dobrado no nosso país em pouco mais de duas décadas. Entre as 55 especialidades médicas reconhecidas, 62,5% dos profissionais em atividade apresentavam registro de especialidade no país. A distribuição desses registros é heterogênea de acordo com a especialidade: 13 de 55 especialidades médicas compõe 70% dos registros existentes.

Apesar de a neurologia não ser uma dessas 13 especialidades, os registros de médicos neurologistas em 2022 foram de 6.776 especialistas, resultado que dobrou entre 2012 e 2022.

Considerando a ampliação massiva de vagas de graduação no Brasil, o país deverá ter mais de um milhão de médicos em 2035, os quais são concentrados em grandes centros. Diante disso, construir um bom currículo médico torna-se fundamental para se tornar competitivo no mercado.

Dica 1: Escolher uma residência médica com boa formação

Uma residência médica bem estruturada e com boa reputação é uma primeira e sábia escolha. Graduar em residência médica em serviços de qualidade possibilita que o médico atue no mercado de trabalho com maior confiança, considerando as projeções futuras de competitividade.

A residência médica em local com boa reputação possibilita um networking com profissionais de referência na área, assim como se torna um cartão implícito para melhores possibilidades em oportunidades laborais e acadêmicas.

Acredito que a escolha deva ser guiada com critérios como reputação, corpo docente e estrutura da residência. A estrutura da residência deve contemplar: a organização do programa de residência (com foco em desenvolvimento de conhecimentos de neuroanatomia/neurofisiologia, semiologia neurológica e áreas da especialidade), infraestrutura e oportunidade de participação em projetos de pesquisa e de ensino continuado.

Dica 2: Considerar uma subespecialização

Como já mencionado, há uma previsão de grande formação de médicos no futuro e, portanto, também de especialistas em neurologia. A possibilidade de grande competitividade no mercado existe, considerando ainda que o estabelecimento de médicos no Brasil ainda se concentra nos grandes centros do país. Um modo, portanto, de se precaver e se destacar no mercado, sem dúvidas, é considerar uma subespecialização na área.

Entre as áreas de subespecialização há:  Cefaleia, Distúrbios Vestibulares, Doenças Cebrovasculares e Neurointensivismo, Doenças Neuromusculares, Dor, Epilepsia, Neuroinfecção, Neurofisiologia Clínica, Neurogenética, Neuroimunologia, Neurologia Cognitiva, Neuro-oncologia, Neurossonologia, Sono, Neuro-reabilitação e Transtornos do Movimento.

Dica 3: Conhecimento em cuidados paliativos

Por ora, cuidados paliativos não está inserido na lista de pré-requisitos para reconhecimento do curso de especialização em Neurologia Clínica pela Academia Brasileira de Neurologia. Contudo, considerando que as doenças neurológicas são uma das principais causas de morbimortalidade global, o aprimoramento em cuidados paliativos traz um diferencial no currículo médico do neurologista.

Inicialmente, cuidados paliativos foi um campo desenvolvido para pacientes com câncer avançado, porém, recentemente, doenças neurológicas graves (como demência, esclerose lateral amiotrófica, neoplasias cerebrais, entre outras) também apresentaram evidências de se beneficiar de cuidados paliativos.

Em 2022, a American Academy of Neurology publicou posicionamento das necessidades e das metas de cuidados neuropaliativos, no qual também foi ressaltado a falta de treinamento dessa área em programas de residência e a importância do seu desenvolvimento como modo de emponderar o neurologista em praticá-lo quando necessário.

Considerações finais

Fluência em diferentes idiomas, desenvolvimento de soft skills, cursos de aprimoramento, desenvolvimento em área acadêmica com possibilidade de se tornar um profissional de referência na especialidade claramente são construções favoráveis para o desenvolvimento de um bom currículo nessa especialidade médica.

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Referências bibliográficas

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