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NeurologiaABR 2022

Como usar os mapas de perfusão cerebral no seu diagnóstico? [vídeo]

Neste episódio, Fernanda Rueda comenta sobre mapas da sequência de perfusão nos estudos de ressonância magnética do crânio. Saiba mais!

Por Fernanda Rueda

Neste episódio, a radiologista, Fernanda Rueda, criadora do canal “Neurorradio em Pauta”, revisa as principais aplicações dos mapas da sequência de perfusão nos estudos de ressonância magnética do crânio. A sequência de perfusão deve ser feita imediatamente junto com a administração do meio de contraste, o gadolínio, e permite avaliar a presença de neovasos, como nos casos dos tumores cerebrais, incluindo metástases ou gliomas primários, onde é possível classificá-los em alto grau por conta da presença da neovascularização, e também é útil na avaliação das áreas cerebrais em risco de infarto nos pacientes que estão no processo de isquemia cerebral, ou seja, no AVC isquêmico.

Confira esse e outros conteúdos do Neurorradio em pauta no youtube.

Mapas da perfusão

A sequência de perfusão pode ser analisada com os dados brutos, o que usualmente é feito por médicos radiologistas, mas a sua face mais conhecida são os mapas cerebrais coloridos gerados pelo pós processamento da sequência. Os mapas de CBV e CBF, que envolvem o volume sanguíneo cerebral e o fluxo sanguíneo respectivamente estão mais relacionados às avaliações tumorais, onde um CBV com área vermelha, mostra o que chamamos de perfusão quente e portanto relacionada a maior neovascularização, o que indica metástase ou glioma de alto grau. Já os mapas relacionados a tempo, como o MTT (tempo médio de passagem do contrate) ou TTP (tempo para o contraste atingir seu pico de concentração na área avaliada) estão mais relacionados ao AVC isquêmico, ou seja, quanto maior a área em que o TTP e o MTT estiverem com cor alterada em relação ao restante do cérebro, maior o tecido cerebral em risco para infartar. Vale lembrar que a sequência de perfusão deve ser olhada em conjunto com a sequência de difusão nos casos de AVC para que seja percebida a real área de risco de tecido cerebral a infartar.

Tópicos abordados no vídeo

  • Tipos de mapas cerebrais obtidos com a sequência de perfusão
  • Como usar cada mapa dependendo da indicação clínica
  • Como os mapas de perfusão auxiliam a chegada ao diagnóstico final
  • CBV, MTT e TTP como determinantes das condutas médicas

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