Após uma análise de mais de 10 mil casos de crianças com Síndrome do Alcoolismo Fetal, pesquisadores americanos atualizaram as diretrizes para o tratamento dos sintomas, com mais detalhes sobre déficits de aprendizado e comportamento.
Um dos pontos na atualização se refere à equipe de médicos. Para os pesquisadores, é recomendado que o diagnóstico seja feito por um time multidisciplinar de profissionais (médicos, terapeutas e psicólogos), para criar uma rede completa de tratamento, em que cada um poderá contribuir com sua especialidade.
Os pesquisadores recomendam também que a mãe da criança seja entrevistada sobre o consumo de álcool, antes e durante a gestação. A exposição do feto ao álcool deve ser de, no mínimo, seis doses por semana durante, pelo menos, duas semanas da gestação; ou três doses ou mais por ocasião.
Além disso, é recomendado fazer uma avaliação das características faciais da criança, em busca dos seguintes critérios: fendas palpebrais curtas, lábio superior fino e com borda avermelhada e filtro labial pouco marcado. Caso seja identificado, as diretrizes indicam uma avaliação neuropsicológica.
Outros pontos abordados nas recomendações incluem os tipos de comprometimentos neurológicos e o aparecimento dos déficits de desenvolvimento. Para visualizar as novas diretrizes, clique aqui.
Referências:
- Pediatrics, july 2016. Updated Clinical Guidelines for Diagnosing Fetal Alcohol Spectrum Disorders
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