O Ministério da Saúde lançou o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), iniciativa que cria a primeira estratégia nacional de cofinanciamento federal voltada exclusivamente ao cuidado domiciliar de idosos atendidos pela Atenção Primária à Saúde. A proposta prevê investimento de aproximadamente R$ 500 milhões até 2027 para ampliar a atuação de equipes multiprofissionais nas residências de pessoas idosas com limitações funcionais.
A medida busca fortalecer o acompanhamento contínuo, reduzir internações evitáveis e oferecer mais suporte às famílias e cuidadores.
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Atendimento especializado dentro de casa para idosos
O programa permitirá que municípios ampliem ou implantem novas Equipes Multiprofissionais (eMulti), responsáveis por levar assistência especializada ao domicílio dos pacientes. Essas equipes podem reunir profissionais como médicos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, cardiologistas, geriatras e outros especialistas, atuando de forma integrada às equipes de Saúde da Família.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 2.700 municípios já solicitaram adesão à iniciativa, totalizando 3.677 equipes entre novas implantações e ampliação de estruturas já existentes.
Cada equipe poderá receber um incremento mensal de até R$ 10 mil, além de recursos específicos para sua implantação e estruturação.
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Resposta ao envelhecimento da população
O lançamento do Padi Brasil ocorre em um contexto de envelhecimento acelerado da população brasileira. Atualmente, cerca de 80% das pessoas idosas dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde, enquanto a expectativa de vida do país alcançou 76,6 anos em 2024.
Nesse cenário, a Atenção Primária desempenha papel central na identificação precoce de fragilidades, no acompanhamento de doenças crônicas e na promoção da autonomia dos idosos. O atendimento domiciliar amplia essa capacidade ao alcançar pacientes que enfrentam dificuldades de locomoção ou maior vulnerabilidade clínica.
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Continuidade do cuidado e apoio às famílias
Além da assistência direta, o programa pretende fortalecer o cuidado longitudinal e apoiar familiares e cuidadores. Ferramentas como a Caderneta da Pessoa Idosa e o aplicativo Meu SUS Digital continuarão sendo utilizadas para monitorar condições de saúde e orientar intervenções.
A iniciativa foi inspirada em experiências pioneiras de atenção domiciliar desenvolvidas no SUS desde a década de 1990 e busca transformar esse modelo em uma política pública nacional, ampliando o acesso a cuidados especializados e contribuindo para um envelhecimento mais saudável e com melhor qualidade de vida.
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