O Ministério da Saúde anunciou a distribuição inédita de 6,5 milhões de testes rápidos para diagnóstico da dengue em todo o país. Com investimento de R$ 17,3 milhões, a medida busca facilitar a detecção precoce da doença, especialmente em áreas remotas e com acesso restrito a serviços laboratoriais.
A entrega começa na última semana de janeiro, com 4,5 milhões de unidades sendo enviadas de imediato, enquanto 2 milhões ficarão em estoque estratégico para emergências em localidades que necessitem de uma resposta rápida no diagnóstico.
Atualmente, o Sistema Único de Saúde já oferece testes de biologia molecular e sorológicos nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). A novidade adiciona um terceiro método, disponível em Unidades Básicas de Saúde, que detecta o vírus da dengue, mas não diferencia os sorotipos.
Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde, ressalta que o teste rápido amplia o acesso ao diagnóstico, mas reforça a importância de manter a coleta de amostras para vigilância epidemiológica, já que o exame não difere o sorotipo da doença, tampouco outras arboviroses, como zika e chikungunya.
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Avanços nos diagnósticos de dengue
A rede de laboratórios do SUS também registrou avanços, com um aumento de 76,4% nos diagnósticos de dengue em 2024, alcançando 1,37 milhão de casos. A secretária destaca que o uso dos testes rápidos complementará as ações de controle do vetor e a vacinação, além de subsidiar o monitoramento da circulação de diferentes sorotipos do vírus.
Confira a nota técnica na íntegra.
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya
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