A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) e a Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) manifestaram preocupação com a retirada do Depakote Sprinkle 125 mg, à base de divalproato de sódio, do mercado brasileiro. Segundo as entidades, a formulação ocupa um nicho específico no tratamento da epilepsia e não possui substituto equivalente no país em facilidade de administração e perfil farmacocinético.

Formulação com divalproato tem características específicas
O diferencial do Depakote Sprinkle 125 mg está na forma como o medicamento é apresentado e administrado. As microesferas podem ser engolidas diretamente ou misturadas a uma pequena quantidade de alimento macio, o que facilita o uso em alguns pacientes. Segundo as entidades, a formulação também libera o medicamento de forma gradual, ajudando a manter níveis mais estáveis no organismo ao longo do tempo.
A SBNI e a LBE destacam que essas características são especialmente relevantes para crianças com epilepsia que apresentam deficiência intelectual, transtornos do neurodesenvolvimento, dificuldades comportamentais, disfagia ou intolerância a apresentações líquidas saborizadas e adoçadas.
A formulação também é descrita pelas entidades como a única de divalproato de sódio sem carboidratos, o que permite seu uso em crianças submetidas à dieta cetogênica para controle de epilepsias farmacorresistentes.
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Por que a troca de medicamento exige cautela?
As sociedades médicas alertam que mudanças de formulação em epilepsia devem ser feitas com cuidado. Pequenas variações de bioequivalência podem provocar descontrole das crises, estado de mal epiléptico e aumentar o risco de morte súbita. As entidades também ressaltam que bioequivalência não significa necessariamente equivalência terapêutica.
Por isso, a SBNI e a LBE defendem uma alternativa clinicamente apropriada e um processo seguro de transição. Pacientes e cuidadores devem procurar o médico assistente para planejar a continuidade do tratamento, sem interromper ou substituir o medicamento por conta própria.
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Sociedades pedem transição segura aos pacientes
As entidades solicitaram esclarecimentos sobre a decisão e o cronograma da descontinuação, além de comunicação antecipada a profissionais de saúde, pacientes e cuidadores. Também pediram avaliação das alternativas disponíveis no mercado brasileiro.
Segundo a carta, essa análise deve considerar não apenas o princípio ativo, mas também forma farmacêutica, perfil de liberação, possibilidade de administração adaptada e flexibilidade posológica.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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