A Food and Drug Administration (FDA) aprovou, nesta quarta-feira (26/08), o Rasonque (daraxonrasib), uma nova terapia para o tratamento de câncer de pâncreas metástico em adultos. Segundo a agência reguladora, o medicamento é o primeiro de sua classe a atuar sobre a proteína RAS, um dos principais mecanismos envolvidos no crescimento tumoral nesse tipo de câncer. O medicamento é administrado por via oral, em comprimido de uso diário. A aprovação é indicada para pacientes com câncer pancreático metastático que já tenham recebido pelo menos uma terapia sistêmica ou que não sejam candidatos a tratamentos sistêmicos com múltiplos medicamentos.
O câncer de pâncreas está entre os tumores de maior dificuldade de tratamento, em parte porque costuma ser diagnosticado em fases avançadas. Nos Estados Unidos, cerca de 90% a 95% dos casos anuais de câncer pancreático correspondem ao adenocarcinoma pancreático, que se desenvolve nas células que revestem os ductos do órgão.
Leia mais: ASCO 2026: Dados encorajadores com daraxonrasibe no câncer de pâncreas

Decisão foi baseada em estudo clínico
A decisão da FDA foi baseada em um ensaio clínico randomizado, aberto e multicêntrico que incluiu 500 adultos com adenocarcinoma pancreático metastático previamente tratado.
No estudo, o Rasonque aumentou a mediana de sobrevida global para 13,2 meses, em comparação com 6,7 meses entre os pacientes que receberam quimioterapia padrão.
O medicamento atua sobre diferentes formas da proteína RAS, que participa da sinalização responsável pela proliferação celular. Alterações nessa via estão entre os mecanismos associados ao crescimento de diversos tumores, incluindo o adenocarcinoma pancreático.
Saiba mais: Adenocarcinoma metastático de pâncreas: há chance de tratamento curativo?
Efeitos adversos
Entre os eventos adversos mais frequentes observados com o tratamento estão erupção cutânea, diarreia, estomatite, náusea, fadiga, vômitos, dor abdominal, edema, redução do apetite e hemorragia.
A aprovação do novo medicamento representa uma nova opção terapêutica para pacientes com doença metastática, um cenário em que as alternativas de tratamento historicamente são limitadas.
Autoria

Gabriela Costa
Estagiária de conteúdo da Afya. Graduanda em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.