O Ministério da Saúde iniciou, no dia 3 de agosto de 2026, o curso “Análise Genômica para o Diagnóstico de Doenças Raras Genéticas no SUS”, iniciativa que pretende fortalecer a capacidade da rede pública para o diagnóstico de doenças raras por meio da medicina genômica. Desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, a formação é voltada a profissionais dos Serviços de Referência em Doenças Raras habilitados no SUS e médicos geneticistas em atuação.
Ao todo, 70 profissionais foram selecionados durante o processo de inscrições realizado em julho. O curso será oferecido em ambiente virtual, com atividades síncronas e assíncronas, e terá duração de seis meses.
Saiba mais: Dia Mundial das Doenças Raras: busca por informação e qualidade de vida

Formação voltada ao diagnóstico de precisão
Com carga horária de 160 horas, a capacitação abordará desde os fundamentos das doenças genéticas e da genômica clínica até a análise e interpretação de exames genéticos. O objetivo é ampliar a qualificação técnica dos profissionais que atuam nos serviços especializados, favorecendo diagnósticos mais precisos e a definição de condutas terapêuticas adequadas.
A iniciativa integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o acesso à medicina genômica no Sistema Único de Saúde e fortalecer a assistência às pessoas com doenças raras em diferentes regiões do país.
Leia ainda: Ministério da Saúde amplia qualificação para oferta do Implanon no SUS
Doenças raras afetam milhões de brasileiros
Estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros convivam com alguma doença rara. Aproximadamente 70% dessas condições têm origem genética, tornando os exames genômicos ferramentas essenciais para identificar alterações no DNA associadas às doenças.
Além de contribuir para o diagnóstico, esses exames auxiliam na definição do tratamento mais adequado e no aconselhamento genético às famílias.
O curso será realizado entre 3 de agosto de 2026 e 3 de fevereiro de 2027. Cada Serviço de Referência em Doenças Raras habilitado pelo SUS pôde indicar um profissional titular, um médico residente e um candidato para cadastro de reserva, conforme os critérios estabelecidos na chamada pública.
Leia também: Genética médica avança na prática clínica e amplia oportunidades
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.