O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou novo parecer (Parecer nº 9/2026) analisando dúvidas sobre a natureza da escleroterapia, sua caracterização como intervenção cirúrgica e aspectos relacionados à sua realização e reforçou que o uso do procedimento no tratamento de varizes é invasivo sendo, portanto, ato privativo de médico.
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Procedimento cirúrgico
No parecer, o CFM considerou que intervenções invasivas que envolvem manipulação de tecidos e exigem controle da dor por anestesia se enquadram no campo de procedimento cirúrgico. Assim, de acordo com o relator do parecer, o conselheiro Antônio Carlos Sanches, embora não seja considerada uma cirurgia clássica, a escleroterapia envolve intervenção direta nos tecidos e apresenta riscos que exigem formação médica especializada.
O CFM ressalta que “há diferentes modalidades de escleroterapia, como a química, e que a escolha do tratamento adequado depende da avaliação clínica individual, devendo ser realizada por médico habilitado, preferencialmente especialista em cirurgia vascular.”
Ainda segundo o conselho, a existência de possíveis complicações associadas ao procedimento, (p.ex. flebite, reações alérgicas, pigmentação da pele e formação de úlceras), reforça a necessidade de execução por profissionais qualificados em ambientes equipados para tal.
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*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
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