O Ministério da Saúde entregou cinco novos aceleradores lineares para ampliar o acesso à radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS) em cidades do interior do país. Os equipamentos foram inaugurados em Presidente Prudente (SP), Teresópolis (RJ), Jaraguá do Sul (SC), Lajeado (RS) e Anápolis (GO), com investimento federal de R$ 58,8 milhões. A medida integra o programa Agora Tem Especialistas e busca reduzir vazios assistenciais em oncologia, com oferta de tratamento mais perto da residência dos pacientes.
Expansão mira centros regionais de tratamento
A entrega dos equipamentos fortalece centros regionais de câncer e reduz a necessidade de deslocamentos que, nesses municípios, pode variar de 120 a 600 quilômetros até o serviço mais próximo. A proposta é ampliar a capacidade instalada fora das capitais e consolidar polos regionais capazes de absorver parte relevante da demanda oncológica do entorno.
Em Presidente Prudente, por exemplo, o novo equipamento deve permitir o atendimento de 86% da demanda regional, diminuindo a dependência de centros como Barretos, Jaú e a capital paulista. Em Lajeado, a estrutura deve responder por 73% da demanda da região e atender também cidades vizinhas. Já em Teresópolis, Jaraguá do Sul e Anápolis, a expectativa é reduzir o fluxo de pacientes para grandes centros estaduais, encurtando o caminho até o início do tratamento.
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O que muda com os novos equipamentos
Os aceleradores lineares são equipamentos centrais na radioterapia moderna e permitem tratamentos mais precisos, com menos sessões e menor impacto para o paciente. A ampliação da oferta tende a ter efeito direto não apenas sobre o acesso geográfico, mas também sobre a capacidade de resposta do SUS em uma etapa crítica do cuidado oncológico, especialmente em regiões onde a distância até o serviço especializado ainda é uma barreira relevante.
O anúncio também se insere em uma estratégia mais ampla de expansão da assistência oncológica. O Ministério da Saúde informou que mais de 100 aceleradores lineares foram adquiridos e que quase 40 novos aparelhos já haviam sido entregues desde 2023. A meta declarada é reduzir filas, desigualdades regionais e lacunas históricas na rede pública de tratamento do câncer.
Impacto esperado para o SUS
A descentralização da radioterapia tem potencial para reduzir atrasos no tratamento e diminuir o desgaste logístico de pacientes e familiares, sobretudo em municípios afastados dos grandes eixos urbanos. Em oncologia, o tempo entre diagnóstico e início da terapêutica influencia a trajetória assistencial, e a ampliação da infraestrutura regional é vista como uma frente importante para melhorar continuidade do cuidado e adesão ao tratamento.
Ao reforçar o acesso ao tratamento em cidades do interior, o SUS avança em direção a um modelo menos concentrado nas capitais e mais orientado pela distribuição territorial da demanda oncológica.
*Este artigo foi elaborado com auxílio de IA e revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Redação Afya
Produção realizada por jornalistas da Afya, em colaboração com a equipe de editores médicos.
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