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Saúde27 março 2026

Brasil passa a produzir insumo essencial para medicamentos antiespasmódicos

Nova fábrica em Goiás marca avanço na autonomia produtiva e reduz dependência de importações

O Brasil deu um passo estratégico na produção de medicamentos ao inaugurar, em Anápolis (GO), uma unidade industrial capaz de fabricar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da escopolamina, substância base de medicamentos como o Buscopan. Com isso, o país se torna o primeiro da América Latina a dominar essa etapa da cadeia produtiva.

Indicado para cólicas menstruais e dores abdominais, o medicamento é amplamente utilizado no Brasil e atua como antiespasmódico, reduzindo contrações involuntárias. A produção nacional do seu principal insumo deve ampliar a oferta do medicamento no país.

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Domínio da cadeia produtiva e soberania sanitária

A iniciativa, conduzida pela farmacêutica Brainfarma com apoio do governo federal, envolve um investimento de R$ 250 milhões, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto inclui desde o cultivo da planta duboisia, no Paraná, até a fabricação do fármaco.

Com isso, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países (ao lado da Austrália) capazes de dominar toda a cadeia produtiva da escopolamina. O avanço reduz a dependência de importações e fortalece a segurança no abastecimento de medicamentos essenciais.

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Impactos para o SUS e a indústria nacional

A escopolamina é amplamente utilizada em serviços de saúde, incluindo unidades básicas, hospitais e pronto-atendimentos. Com a produção nacional, o SUS ganha mais estabilidade no acesso a um medicamento essencial e de uso frequente.

O projeto também tem impacto econômico relevante, com geração de empregos, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da indústria farmacêutica nacional. A mudança de posição de importador para produtor reforça o papel do Brasil no cenário global da saúde.

A iniciativa simboliza um movimento mais amplo de investimento em inovação e produção local, com foco em garantir acesso contínuo a medicamentos e reduzir vulnerabilidades estruturais do sistema de saúde.

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Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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