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Saúde22 julho 2026

Aumento de casos de sarampo é sinal de alerta em São Paulo

Autoridades recomendam atualização da caderneta vacinal e dose zero para bebês diante do cenário epidemiológico atual são fundamentais para o combate.
Por Redação Afya

Os casos de sarampo confirmados em 2026 voltaram a colocar a doença em alerta no Brasil. Somente em São Paulo, já são 13 registros neste ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), que reforça a vacinação como principal medida de prevenção diante do cenário.

O sinal de atenção ganha força com o fim da Copa do Mundo. O retorno de viajantes de países-sede que enfrentavam surtos ativos da doença aumenta o risco de reintrodução do vírus no país. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) destaca a imunização como principal forma de prevenção, essencial para interromper a circulação do vírus e proteger a população.

sarampo

Cenário de alerta 

Os casos registrados neste ano envolvem bebês de até 1 ano e adultos entre 20 e 50 anos. O cenário de alerta em São Paulo se soma a um contexto nacional de maior vulnerabilidade. O Ministério da Saúde publicou, no fim de abril, nota técnica conjunta apontando risco iminente de reintrodução do sarampo no país em razão do fluxo intenso de viajantes rumo à Copa do Mundo da FIFA 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentavam surtos ativos da doença. Segundo o documento, eventos internacionais de massa favorecem a disseminação de doenças transmissíveis por concentrarem grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes.

Esse panorama é agravado pela cobertura vacinal ainda insuficiente no Brasil. A meta recomendada para a tríplice viral é de 95% do público-alvo, patamar que o país não vem atingindo de forma consistente nos últimos anos.

Saiba mais: São Paulo registra primeiro caso de sarampo no Brasil em 2026

Esquema vacinal de sarampo indicado para cada idade

Pessoas de 5 a 29 anos precisam de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose, e profissionais de saúde devem comprovar duas doses independentemente da idade.

Desde junho, autoridades recomendam a dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A medida vale para municípios com maior circulação do vírus e funciona como proteção adicional diante do cenário epidemiológico atual.

A dose zero não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Após recebê-la, a criança deve seguir o esquema de rotina. A primeira dose é aplicada aos 12 meses, e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.

Crianças, adolescentes e adultos devem procurar uma unidade de saúde sempre que houver dúvida sobre o esquema vacinal. A vacinação contra o sarampo continua sendo a forma mais segura e eficaz de conter o avanço dos casos.

Saiba mais: São Paulo intensifica vacinação contra sarampo e febre amarela

Definição de caso, diagnóstico diferencial e conduta frente aos casos de sarampo

O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde define caso suspeito de sarampo como todo paciente com febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais: tosse, coriza ou conjuntivite, independentemente da idade e da situação vacinal. Diante dessa apresentação, recomenda-se investigar histórico de viagem ou contato com viajante nos 7 a 21 dias anteriores ao início dos sintomas, dado especialmente relevante no cenário atual de retorno da Copa do Mundo e de deslocamentos das férias de julho.

O diagnóstico diferencial inclui rubéola, dengue, exantema súbito, escarlatina, mononucleose infecciosa, farmacodermias e outras doenças exantemáticas febris, o que reforça a necessidade de confirmação laboratorial.

O sarampo é doença de notificação compulsória imediata. Conforme a Portaria GM/MS nº 6.734/2025, a suspeita clínica deve ser comunicada à vigilância epidemiológica municipal em até 24 horas, preferencialmente ainda durante o atendimento. O paciente deve permanecer em isolamento até 4 dias após o início do exantema (ou durante todo o período de sintomas em imunossuprimidos). A partir da notificação, a vigilância local pode iniciar bloqueio vacinal de contatos em até 72 horas, medida considerada crítica para interromper a cadeia de transmissão.

Saiba mais: Sarampo em SP e Guarulhos: Ministério da Saúde recomenda dose extra após casos

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

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Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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