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Saúde14 janeiro 2022

Abramed alerta para ameaça de desabastecimento de insumos para testes de Covid-19

A Abramed orientou sobre a utilização criteriosa de testes para evitar risco de redução de oferta de exames para detecção da Covid-19.

Por Úrsula Neves

Através da publicação de uma nota técnica nesta quarta-feira (12/1), o Comitê de Análises Clínicas da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) orientou sobre a utilização criteriosa de testes para evitar risco de redução de oferta de exames para detecção da Covid-19.

Saiba mais: Covid-19: o que são e o que falta para termos autotestes disponíveis?

testes de covid-19

Alerta

O alerta vem no momento em que a alta transmissibilidade da nova variante Ômicron causou aumento exponencial de casos no Brasil, sobrecarregando o setor de medicina diagnóstica brasileira e revelando a preocupação da Abramed com a possibilidade da falta de insumos necessários para a realização de exames, tanto de PCR como de antígeno. 

“Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil. Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento”, alertou o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik. 

Pacientes assintomáticos e com sintomas leves não devem ser testadas no momento, orienta Abramed 

O executivo complementou que o ideal seria seguir testando todas as pessoas que se expôs de alguma forma, porém, com o cenário que se abre no país a curto prazo, a recomendação é que sejam submetidos a testes apenas os pacientes que tenham maior gravidade de sintomas, pacientes hospitalizados e cirúrgicos, pessoas no  grupo de risco, gestantes, trabalhadores assistenciais da área da saúde, e colaboradores de serviços essenciais. 

A orientação é que a testagem de pessoas assintomáticas e com sintomas leves seja interrompida temporariamente e que estas devem permanecer em isolamento até que o cenário seja normalizado, deixando a possibilidade de teste para os pacientes mais críticos. 

Com o risco real de desabastecimento, a associação de laboratórios recomenda aos laboratórios associados a priorização de pacientes para efetuarem os testes, segundo uma escala de gravidade a seguir: 

  • Pacientes que tenham maior gravidade de sintomas;
  • Pacientes hospitalizados e cirúrgicos;
  • Pessoas no grupo de risco;
  • Gestantes;
  • Trabalhadores assistenciais da área da saúde;
  • Colaboradores de serviços essenciais 

Segundo a nota técnica, outras entidades do setor de saúde também serão contatadas pela Abramed, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),  Agência Nacional de Saúde Suplementar  (ANS),  Ministério da Saúde,  Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Associação Médica Brasileira (AMB), e outras entidades congêneres, para que haja a sensibilização sobre a importância de otimizar o uso dos testes disponíveis até que a situação seja normalizada. 

Leia também: Covid-19: Anvisa alerta que testes para diagnóstico não atestam proteção vacinal

Faltam insumos para exames em clínicas e farmácias do RJ 

Enquanto o registro de novos casos de Covid-19 no Rio de Janeiro bate recorde, muitas pessoas procuram onde se testar para saber se está com a doença. Mas nos centros de testagem do Governo do Estado está difícil conseguir marcação. Nos postos da Prefeitura do Rio, há muitas filas. Além disso, faltam testes na rede particular. 

O Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro informou que as unidades no Rio de Janeiro não estão dando conta da alta procura. É que o cenário epidemiológico atual pegou o setor de surpresa. 

“Algumas grandes redes ainda têm. São testes por agendamento, uma vez que há todo um protocolo a seguir dentro das farmácias. Mas há outras que, mesmo sendo grandes, não têm teste nenhum. Hoje, os testes apresentam mais da metade dos resultados positivos”, explicou a vice-presidente do conselho, Luzimar Gualter, em entrevista ao Portal G1.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED 

Referências bibliográficas:

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