Logotipo Afya
Anúncio
Reumatologia5 dezembro 2021

Síndrome de anticorpo antifosfolipideo: o que precisamos saber?

A síndrome de anticorpo antifosfolípideo é definida cumprindo pelo menos um clínico e um critério laboratorial.

A síndrome de anticorpo antifosfolípideo (SAAF) é uma doença autoimune sistêmica com ampla gama de manifestações vasculares e obstétricas associadas a mecanismos trombóticos e inflamatórios orquestrados por anticorpos antifosfolípides (aPL). As características clínicas comuns de APS incluem tromboembolismo venoso, acidente vascular ceberal, abortos espontâneos recorrentes e óbito fetal tardio. 

A SAAF é definida cumprindo pelo menos um clínico e um critério laboratorial. (Figuras 1 e 2). Os anticorpos (aPL) que fazem parte do estudo para a SAAF são:  anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anticorpos antibeta2 glicoproteína I. 

Síndrome de anticorpo antifosfolipideo
Figura 1: Critérios clínicos para diagnóstico da síndrome de anticorpo antifosfolípideo.

 

Figura 2: Critérios laboratoriais para diagnóstico de SAAF.
Figura 2: Critérios laboratoriais para diagnóstico de SAAF.

A presença de aPL em mulheres assintomáticas ou pacientes com lupus eritematoso sistêmico não confirma o diagnóstico da síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, mas pode estar associado a risco aumentado de trombose ou complicações obstétricas, dependendo das características de aPL e coexistência de outros fatores de risco. Outro cenário importante de ser avaliado é  o “perfil de aPL”  pois, dependendo do tipo de aPL e  a presença de múltiplos (duplo ou triplo) versus único tipo de aPL, seu título (título moderado-alto versus baixo) e a persistência de positividade aPL em repetidos as medições há um perfil de risco trombótico a ser definido. 

Trata-se de uma condição com importância obstétrica sendo fundamental seus corretos diagnóstico e manejo. 

Quer saber mais sobre gestação de alto risco? Conheça a GARexp, equipe formada por quatro obstetras que, através de um olhar diferenciado com vida acadêmica dedicada ao ensino e pesquisa, tem o desejo de aprofundar o conhecimento sobre a verdadeira “gestação de risco”.

Referência bibliográfica:

  • Tektonidou MG, Andreoli L, Limper M, et al. Ann Rheum Dis 2019;78:1296–1304.  

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Ginecologia e Obstetrícia