A síndrome de anticorpo antifosfolípideo (SAAF) é uma doença autoimune sistêmica com ampla gama de manifestações vasculares e obstétricas associadas a mecanismos trombóticos e inflamatórios orquestrados por anticorpos antifosfolípides (aPL). As características clínicas comuns de APS incluem tromboembolismo venoso, acidente vascular ceberal, abortos espontâneos recorrentes e óbito fetal tardio.
A SAAF é definida cumprindo pelo menos um clínico e um critério laboratorial. (Figuras 1 e 2). Os anticorpos (aPL) que fazem parte do estudo para a SAAF são: anticoagulante lúpico, anticardiolipina e anticorpos antibeta2 glicoproteína I.


A presença de aPL em mulheres assintomáticas ou pacientes com lupus eritematoso sistêmico não confirma o diagnóstico da síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, mas pode estar associado a risco aumentado de trombose ou complicações obstétricas, dependendo das características de aPL e coexistência de outros fatores de risco. Outro cenário importante de ser avaliado é o “perfil de aPL” pois, dependendo do tipo de aPL e a presença de múltiplos (duplo ou triplo) versus único tipo de aPL, seu título (título moderado-alto versus baixo) e a persistência de positividade aPL em repetidos as medições há um perfil de risco trombótico a ser definido.
Trata-se de uma condição com importância obstétrica sendo fundamental seus corretos diagnóstico e manejo.
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Referência bibliográfica:
- Tektonidou MG, Andreoli L, Limper M, et al. Ann Rheum Dis 2019;78:1296–1304.
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