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Oftalmologia2 setembro 2026

Quiz: Lesões da via óptica no exame neuroftalmológico

Paciente do sexo feminino, 56 anos, comparece ao ambulatório de oftalmologia para consulta de rotina. Relata que nos últimos 6 a 8 meses vem apresentando dificuldade de locomoção, queixando-se de “esbarrar frequentemente em batentes de portas, móveis e pessoas do meu lado esquerdo”. Nega dor ocular, fotopsias, diplopia ou cefaleia exuberante no momento, mas recorda-se de um episódio de “tontura e dor de cabeça leve” há cerca de um ano que não motivou ida ao pronto-socorro.  

Antecedentes Médicos Pregressos:  

  • Hipertensão Arterial Sistêmica controlada (Losartana); 
  • Dislipidemia (Sinvastatina); 
  • Nega diabetes e histórico familiar de câncer. 

Antecedentes oftalmológicos: 

  • Usuário de óculos para perto (presbiopia); 
  • Nega cirurgias oftalmológicas ou traumas oculares prévios.  

Ao exame oftalmológico apresenta: 

  • Acuidade visual corrigida:  
  • OD 20/20; 
  • OE 20/20. 
  • Pupilas:  
  • Isocóricas; 
  • Defeito Pupilar Aferente Relativo (DPAR) de 1 a 2+ no olho esquerdo. 
  • Tonometria:  
  • OD 14mmHg;  
  • OE 15mmHg. 
  • Biomicroscopia: 
  • AO: Pálpebras e anexos normais, conjuntiva calma, córnea clara, câmara anterior formada e sem reação, íris trófica, cristalino transparente.   
  • Fundoscopia e Retinografia:  
  • OD Escavação fisiológica. Nota-se palidez setorial temporal do disco óptico. Mácula preservada, sem alterações polo posterior; 
  • OE Escavação fisiológica, mácula preservada. Atrofia óptica em banda (palidez em formato de “gravata borboleta” acometendo os setores nasal e temporal do disco, com preservação relativa dos feixes superior e inferior). Retina aplicada.   

Propedêutica armada 

Diante da incongruência entre a queixa visual expressiva, a acuidade visual preservada e a alteração peculiar do disco óptico foi solicitada a perimetria computadorizada (imagem 1).  

Analisando criticamente o padrão do campo visual em anexo em conjunto com os achados fundoscópicos de palidez de disco bilateral assimétrica e o DPAR no olho esquerdo, qual a topografia da lesão na via óptica e uma etiologia plausível que justifique todo o quadro 

Autoria

Foto de Pedro Hélio Júnior

Pedro Hélio Júnior

Conteudista médico na Afya. Formado em medicina pela Universidade Federal de Uberlandia (UFU), com residencia médica em Oftalmologia e Mestrado pela mesma instituição e fellowship em Glaucoma (pelo Glaucoma Instituto). Além da atuação na Afya, é professor de oftalmologia e coordenador da residência médica de oftalmologia do IMEPAC-HUSF (Araguari).

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