Paciente RBSG, 64 anos, sexo masculino, HIV em tratamento regular e carga viral indetectável, comparece a uma consulta de rotina com seu infectologista. Refere estar se sentindo bem, com boa aceitação à mudança de esquema do tratamento antirretroviral instituída há 6 meses na última consulta (iniciou dolutegravir + rilpivirina), sem intercorrências no período. Relata também que vem treinando para uma competição de crossfit que ocorrerá no próximo mês, motivo pelo qual está ansioso.
Trouxe um exame laboratorial de rotina solicitado por seu clínico geral, realizado há 3 meses, que apresentava uma creatinina de 1,8 mg/dL (CKD-EPI eTFGcr 42 mL/min/1,73m2). Por orientação do médico assistente, realizou uma nova coleta de sangue após 2 semanas para fins de confirmação, com resultado da creatinina de 1,7 mg/dL (CKD-EPI eTFGcr 44 mL/min/1,73m2) e, adicional e paralelamente, uma cistatina C de 1,2 mg/dL (VR 0,56 a 0,99 mg/L, com CKD-EPI eTFGcis de 60 mL/min/1,73m2).
Por conta das estimativas da taxa de filtração glomerular (eTFG) pela CDK-EPI creatinina se enquadrarem no estágio G3b (30 a 44 mL/min/1,73m2) de doença renal crônica (DRC), ele foi encaminhado a um nefrologista para avaliação, apesar da eTFG CKD-EPI pela cistatina C, discrepantemente em relação à creatinina, indicar o estágio G2 (60 a 89 mL/min/1,73m2) de DRC.
Qual a hipótese mais provável para o aumento de maior proporção da creatinina?
ANefropatia associada ao HIV
BInterferência analítica, induzindo falsamente baixas concentrações de Cistatina C;
CInterferência analítica, induzindo falsamente altas concentrações de Creatinina
DUso de antirretrovirais + treinamento físico
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