Paciente de 16 anos de idade, previamente hígido, sem uso de medicações contínuas, com queixa de diplopia iniciada no dia anterior associada a dor abdominal e vômitos. Após a mãe do paciente notar que ele estava com “os olhos baixos”, o levou ao pronto-socorro. Negava histórico de febre, cefaleia ou trauma.
O paciente esteve por sete dias na casa dos avós, em zona rural, tendo retornado há três dias. Referia contato com patos, galinhas, papagaios, gado e cavalos. Nadou em rios próximos, andou a cavalo e jogou futebol.
Ao exame físico neurológico, o paciente apresentava-se sonolento, obedecendo a comandos verbais, com ptose palpebral bilateral que limitava a abertura ocular e disartria leve. Sem alterações no restante do exame físico.
Em relação às hipóteses diagnósticas, defina qual exame complementar deveria ser realizado imediatamente?
ATomografia de crânio sem contraste
BEletroneuromiografia
CPunção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano
DProva terapêutica com piridostigmina
Autoria

Rafael Lisbôa
Conteudista médico na Afya. Formado em medicina pelas Faculdades Integradas da União Educacional do Planalto Central (Faciplac), em 2016, com residência médica em Clínica Médica pela Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), intensivista titulado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e médico auditor titulado pela Sociedade Brasileira de Auditoria Médica (SBAM). É gerente médico na Audicare Master, atuando na área de Auditoria Médica.
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