Mulher, 43 anos, se queixa de disfagia progressiva para alimentos sólidos há algumas semanas, associada a sensação constante de pressão retroesternal em peso, com irradiação ocasional para a região interescapular.
Relata episódios de dispneia que pioram ao inclinar-se para frente ou ao deitar-se, além de tosse seca crônica, mais intensa à noite.
Nega febre, perda ponderal, sudorese noturna, palpitações ou fraqueza neuromuscular. Não faz uso de medicações contínuas.
Ao exame físico:
- Pressão arterial lábil durante a consulta
- Estridor inspiratório leve, sem sibilos
- Ausência de linfonodomegalias cervicais
- Ausência de aumento tireoidiano
- Sem edema facial ou ptose
- Bulhas cardíacas hipofonéticas, sem sopros
- Ausculta pulmonar sem alterações adicionais
Radiografia de tórax: alargamento do mediastino com deslocamento posterior da traqueia.
Tomografia computadorizada contrastada de tórax:
- Massa bem delimitada no mediastino posterior, em topografia paravertebral
- Realce intenso ao contraste
- Alargamento de forame neural adjacente
- Ausência de gordura macroscópica, componente cístico ou calcificações grosseiras
Exames laboratoriais:
- Metabólitos plasmáticos de catecolaminas elevados
- AFP e β-hCG dentro da normalidade
Qual é o diagnóstico mais provável?
ACarcinoma tímico
BLinfoma linfoblástico
CLeiomioma esofágico
DParaganglioma
Autoria

Daniela Cristina Cardoso Lima Estrella
Possui graduação em Medicina pela Universidade Estácio de Sá (2019). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Clínica Médica, Dermatologia Sanitária e Cirúrgica e Medicina de Emergência.
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