Uma menina de oito anos de idade é levada ao pediatra devido a cansaço progressivo, perda de peso e poliúria no último mês. Ela tem bebido água constantemente, acordando várias vezes durante a noite para se hidratar ou urinar. Na escola, a professora observou que a criança tem estado mais distraída e letárgica e solicitado idas frequentes ao banheiro. Seu apetite aumentou, mas, apesar de comer bem, perdeu aproximadamente 3,5 kg nas últimas quatro semanas.
A mãe inicialmente atribuiu os sintomas a uma doença viral leve. A criança apresentou febre baixa, congestão nasal e fadiga, recuperando-se totalmente em poucos dias. Nos últimos dias, houve piora do cansaço, associada a dores abdominais e cefaleia. A mãe também notou um odor frutado no hálito da filha. Não há histórico familiar de diabetes, mas o pai tem hipotireoidismo. No exame físico, a paciente está magra, levemente desidratada, com membranas mucosas. Há leve sensibilidade epigástrica. O exame de urina é positivo para cetonas e glicose. Exames séricos revelam hiperglicemia, acidose metabólica e presença de anticorpos anti-GAD.
Veja também: Caso clínico: O que aponta a USG de tórax de paciente tabagista e hipertensa?
Qual das seguintes opções explica melhor o mecanismo responsável pela condição desta paciente?
AHipersecreção de polipeptídeo amiloide das ilhotas de Langerhans
BMimetismo molecular
CAutoanticorpos contra enzimas exócrinas pancreáticas
DExpressão gênica de glicoquinase defeituosa
Autoria

Daniela Cristina Cardoso Lima Estrella
Possui graduação em Medicina pela Universidade Estácio de Sá (2019). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Clínica Médica, Dermatologia Sanitária e Cirúrgica e Medicina de Emergência.
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