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Cardiologia11 março 2019

Paciente com doença mental grave: manejo do risco cardiovascular

A OMS publicou um guia para o manejo de condições de saúde física em adultos com doença mental grave. Nesse artigo, abordaremos o risco cardiovascular.

Por Vanessa Thees

Tempo de leitura: [rt_reading_time] minutos.

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que indivíduos com transtornos mentais graves têm uma mortalidade média até três vezes maior do que a população em geral. Por isso, esses pacientes devem receber cuidados individualizados. Para ajudar o médico na tomada de decisão, a OMS publicou um guia para o manejo de condições de saúde física em adultos com doença mental grave. Já falamos aqui sobre transtorno por uso de substâncias, manejo do peso e cessação do tabagismo. Nesse artigo, abordaremos o risco cardiovascular.

USIV

Risco cardiovascular no doente mental grave

Para pessoas com transtornos mentais graves e doenças cardiovasculares preexistentes ou fatores de risco, recomenda-se:

a) Intervenções comportamentais (dieta saudável, atividade física), adequadas e adaptadas às necessidades dessa população. (qualidade da recomendação: muito baixa).

b) Abordagem multiprofissional com um plano de manejo estruturado, acompanhamento agendado e comunicação interprofissional. (qualidade da recomendação: muito baixa).

c) Iniciar ou mudar para uma medicação psicotrópica com menor propensão ao risco cardiovascular deve ser considerado, levando em conta os benefícios clínicos e potenciais efeitos adversos.

Melhores práticas

Prevenção primária para ataque cardíaco e AVC:

  • Cessação do tabagismo; atividade física regular (30 minutos/dia); ingestão reduzida de sal (< 5 g/dia; e frutas e vegetais (pelo menos 400g/dia)
  • Estatinas e anti-hipertensivos para pessoas com risco cardiovascular de 10 anos > 30%
  • Anti-hipertensivos para pessoas com PA ≥ 160/100
  • Anti-hipertensivos para pessoas com PA persistente > 140/90 e 10 anos de risco cardiovascular > 20% incapazes de baixar a PA através de medidas de estilo de vida

Saiba empregar o cálculo de risco cardiovascular na atenção primária

Infarto agudo do miocárdio (IAM):

  • Aspirina e encaminhar para especialista

Prevenção secundária:

  • Doença reumática cardíaca: administração regular de antibióticos para prevenir faringite estreptocócica e reumatismo agudo recorrente
  • Pós-IAM: cessação do tabagismo; dieta saudável; atividade física regular; aspirina, anti-hipertensivo e estatina

Saiba como estratificar o risco cardiovascular do paciente hipertenso

Nos próximos artigos falaremos sobre diabetes, HIV e outras doenças infecciosas. Fique ligado!

Referências:

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