Microplásticos na alimentação, nova terapia para linfoma agressivo e panorama da vacinação infantil global
Bem-vindo ao episódio de hoje do Afya News. Nesta edição, vamos abordar a crescente preocupação com microplásticos na cadeia alimentar humana, a aprovação de uma nova opção terapêutica pela Anvisa para linfoma refratário e os mais recentes dados sobre cobertura vacinal infantil divulgados pela OMS.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Micro e nanoplásticos na alimentação humana: o que sabemos sobre os riscos à saúde
- Anvisa aprova glofitamabe em combinação para tratamento de linfoma não Hodgkin recidivado
- Cobertura vacinal infantil global avança discretamente apesar de conflitos e hesitação, alertam OMS e UNICEF
O que importa hoje: microplásticos já fazem parte da nossa alimentação e a ciência busca respostas
Os micro e nanoplásticos já estão presentes no ar que respiramos, na água que bebemos e nos alimentos que consumimos diariamente. Frutas, vegetais, água potável e até o sal de cozinha estão entre as principais fontes de exposição humana a essas partículas, que também podem ser inaladas em ambientes fechados.
Apesar da ampla disseminação, a ciência ainda busca responder uma pergunta fundamental: quais são os impactos reais dessa exposição para a saúde? Estudos laboratoriais mostram que partículas menores podem atravessar barreiras biológicas e desencadear processos inflamatórios, estresse oxidativo e alterações celulares. No entanto, as evidências em humanos ainda são limitadas e insuficientes para estabelecer uma relação causal com doenças como câncer, distúrbios metabólicos ou neurodegenerativos.
O consenso atual é que os microplásticos representam um tema emergente de saúde pública. O desafio agora é desenvolver métodos confiáveis para medir a exposição individual e compreender quais níveis realmente representam risco, permitindo que futuras recomendações clínicas e regulatórias sejam baseadas em evidências robustas.
O que muda na prática: Anvisa aprova nova opção para linfoma agressivo em recaída
A Anvisa aprovou o uso do glofitamabe, em combinação com gemcitabina e oxaliplatina, para adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivado ou refratário que não sejam candidatos ao transplante autólogo de células-tronco. O medicamento é um anticorpo biespecífico que atua simultaneamente nos alvos CD20 e CD3, aproximando células T das células tumorais para potencializar a resposta imune.
Na prática, a aprovação amplia o arsenal terapêutico disponível para uma população com doença agressiva e opções limitadas após falha do tratamento inicial. Para hematologistas e equipes oncológicas, a decisão representa mais uma alternativa regulatoriamente disponível para pacientes com necessidade de novas estratégias terapêuticas.
Radar: vacinação infantil avança, mas recuperação global ainda está incompleta
A cobertura vacinal infantil global voltou a crescer em 2025, mas ainda não recuperou os níveis registrados antes da pandemia. Segundo a OMS e o UNICEF, cerca de 90% das crianças receberam pelo menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, enquanto 85% completaram o esquema de três doses, um avanço discreto de um ponto percentual em relação ao ano anterior.
Embora o cenário mostre recuperação, conflitos, desigualdades no acesso aos serviços de saúde e a hesitação vacinal continuam dificultando o alcance das metas globais de imunização.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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