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Afya News30 setembro 2026

30/09/2026 | Obesidade é o principal fator de risco à saúde no Brasil

IMC elevado supera hipertensão como maior risco à saúde no Brasil. OMS amplia opções contraceptivas e NHS testa diagnóstico genômico rápido em tumores cerebrais.

Obesidade ultrapassa hipertensão como principal fator de risco à saúde no Brasil, novas diretrizes contraceptivas da OMS e avanço no diagnóstico de tumores cerebrais

O episódio de hoje do Afya News traz três atualizações relevantes para a prática médica. O IMC elevado agora lidera os fatores de risco para perda de saúde no país, a OMS amplia as opções contraceptivas com respaldo ao uso estendido de anticoncepcionais e inclui a mifepristona na contracepção de emergência, e o NHS England testa diagnóstico genômico rápido de tumores cerebrais durante cirurgias.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: excesso de peso se torna o principal fator de risco à saúde no Brasil

O índice de massa corporal elevado passou a ser o principal fator de risco para perda de saúde no Brasil, à frente da hipertensão arterial, segundo a análise nacional do estudo Global Burden of Disease publicada no The Lancet Regional Health – Americas. Em 1990, o IMC elevado ocupava o sétimo lugar e a glicemia alta o sexto.

Em 2023, subiram para o primeiro e o terceiro postos, com a pressão alta em segundo. O país avançou no controle da hipertensão e do tabagismo, reduzindo mortes por infarto e AVC, mas não conteve o avanço da obesidade. O dado reforça a obesidade como doença crônica, multifatorial e recidivante, que exige diagnóstico, registro e acompanhamento ativo em todas as consultas, não apenas aconselhamento pontual.

O novo ranking também sinaliza a importância de rastrear diabetes, hipertensão e outras complicações cardiometabólicas de forma integrada no mesmo paciente.

O que muda na prática: OMS amplia opções contraceptivas e inclui mifepristona na contracepção de emergência

A Organização Mundial da Saúde publicou novas diretrizes que ampliam as opções contraceptivas seguras. O documento recomenda que a pílula combinada possa ser usada de forma estendida por até seis meses, ou contínua por até um ano, como alternativa ao uso cíclico.

Apoia o uso de implantes por até cinco anos e inclui a mifepristona em doses de 10 a 50 mg, tomada em até cinco dias após relação desprotegida, como opção de contracepção de emergência. A OMS também desaconselha pílulas com quinestrol e pede mais estudos sobre o ormeloxifeno.

As recomendações dão respaldo ao uso estendido ou contínuo da pílula combinada, útil para pacientes com dismenorreia, sintomas perimenstruais ou preferência por menos sangramentos, e à permanência mais longa do implante com menos trocas e retornos. A oferta da mifepristona no Brasil, porém, depende de registro e regulamentação locais.

Radar: teste genômico rápido pode diagnosticar tumores cerebrais durante a cirurgia

O NHS England iniciou um projeto-piloto de um teste genômico rápido para tumores cerebrais, desenvolvido pela Universidade de Nottingham e pelo Nottingham University Hospitals NHS Trust. A tecnologia analisa o DNA de uma pequena amostra obtida em biópsia ou cirurgia para identificar o tipo de tumor, reduzindo o tempo até o diagnóstico definitivo de semanas para dias.

Em cirurgias com tipo tumoral desconhecido, o resultado pode chegar ao cirurgião em menos de duas horas, com a operação em andamento. A iniciativa ilustra o avanço da classificação molecular intraoperatória, que pode orientar a extensão da ressecção preservando tecido saudável, antecipar radioterapia e quimioterapia e agilizar o acesso a ensaios clínicos que exigem perfil genético do tumor.

O teste complementa, e não substitui, o laudo anatomopatológico completo.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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