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Afya News27 agosto 2026

27/08/2026 | Câncer de pulmão em não tabagistas e asma na gestação

Maioria das brasileiras com câncer de pulmão nunca fumou. Corticoides inalatórios são seguros no início da gravidez. FDA valida tecnologias digitais em pesquisas.

Câncer de pulmão em mulheres não tabagistas e segurança dos corticoides na gestação

O episódio de hoje do Afya News traz um alerta importante sobre o perfil do câncer de pulmão em mulheres brasileiras e reforça a segurança da manutenção de corticoides inalatórios no início da gravidez. Além disso, a FDA estabelece novos critérios para validação de tecnologias digitais em pesquisas clínicas.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: câncer de pulmão atinge majoritariamente mulheres não tabagistas no Brasil

Uma revisão publicada na JCO Global Oncology revela uma mudança significativa no perfil do câncer de pulmão no Brasil. Em 2019, 63,2% das mulheres diagnosticadas nunca haviam fumado, reforçando a necessidade de ampliar a suspeita clínica para além do tabagismo.

Entre os possíveis fatores envolvidos estão exposição ao fumo passivo, fumaça de lenha ou carvão, poluição, agentes ocupacionais e alterações genéticas. Sintomas respiratórios persistentes, como tosse, dispneia, hemoptise ou dor torácica, devem ser investigados mesmo em mulheres jovens e não tabagistas.

Achados pulmonares incidentais também precisam de acompanhamento até sua resolução. Em mulheres não tabagistas com adenocarcinoma, a pesquisa de alterações moleculares como EGFR, ALK e ROS1 pode direcionar terapias-alvo. O câncer de pulmão não deve mais ser tratado como uma doença exclusivamente associada ao cigarro.

O que muda na prática: corticosteroides inalatórios podem ser mantidos no início da gestação

Um estudo de coorte publicado no JAMA Network Open avaliou a segurança da manutenção do uso de corticosteroides inalatórios durante o primeiro trimestre da gestação em mulheres com asma. A análise investigou se a continuidade do tratamento estava associada a desfechos maternos ou neonatais adversos.

O tema é especialmente relevante porque a confirmação da gravidez frequentemente gera dúvidas sobre a manutenção de medicamentos, e a interrupção inadequada do tratamento pode comprometer o controle da asma. Os resultados acrescentam evidências contemporâneas para a decisão compartilhada entre paciente e equipe de saúde, especialmente na interface entre pneumologia, clínica médica e obstetrícia.

Na prática, a mensagem é avaliar individualmente os riscos e benefícios e evitar mudanças terapêuticas automáticas apenas pela descoberta da gestação.

Radar: FDA define critérios para tecnologias digitais em pesquisas clínicas

A FDA publicou orientações para o uso de medidas obtidas por tecnologias digitais como desfechos em pesquisas clínicas. O documento estabelece que essas medidas precisam ter uma justificativa clínica clara, além de passar por processos de verificação e validação da tecnologia e avaliação das possíveis fontes de erro.

A agência também destaca a participação de pacientes, cuidadores e profissionais de saúde na definição do que representa uma mudança clinicamente relevante. As recomendações incluem tecnologias digitais baseadas em inteligência artificial.

O movimento pode facilitar a incorporação de dados de sensores, wearables e softwares em ensaios clínicos, aproximando o desenvolvimento de medicamentos e dispositivos de medidas coletadas no cotidiano dos pacientes.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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