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Afya News22 julho 2026

22/07/2026 | Calor extremo, gravidez e ELA: atualizações clínicas

SUS incorpora edaravona para ELA, orientações sobre exercício na gestação e calor extremo, e marcapasso por ultrassom: as atualizações médicas de hoje.

Calor extremo, gravidez e exercício: como orientar pacientes na prática clínica

O episódio de hoje do Afya News traz três atualizações importantes para a rotina médica: orientações sobre atividade física em ondas de calor e durante a gestação, a incorporação da edaravona no SUS para tratamento da ELA em estágios iniciais e o desenvolvimento de um marcapasso por ultrassom que pode transformar o manejo das arritmias nos próximos anos.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: calor extremo, gravidez e exercício na orientação clínica

O episódio do podcast Inside Health aborda como manter a atividade física durante ondas de calor e discute práticas de exercício na gravidez. Apresentado por James Gallagher, o programa reúne uma conversa com o fisiologista Damian Bailey sobre treino em altas temperaturas, um encontro em Rother Valley com Calli Hauger‑Thackery, que completou a maratona de Boston grávida de 22 semanas, e contribuições da fisioterapeuta Ros Cooke sobre as mudanças corporais na gestação e os limites da segurança do exercício nesse período.

Em laboratório na University of Westminster, o Dr. Lewis Mattin testa o papel dos eletrólitos na recuperação pós‑esforço, e o episódio também contrapõe recuperação ativa versus repouso total. O programa tem cerca de 24 minutos e traz pesquisadores e clínicos discutindo implicações práticas.

Isso importa para médicos que acompanham gestantes e pacientes fisicamente ativos porque reúne informações sobre respostas fisiológicas ao calor, adaptações na gravidez, considerações sobre reposição eletrolítica e estratégias de recuperação, pontos úteis para o acompanhamento e o aconselhamento clínico. Para profissionais interessados no tema, o episódio apresenta os especialistas citados e está disponível no link da BBC.

O que muda na prática: ampliação do tratamento da ELA no SUS com edaravona

O SUS vai incorporar a edaravona para o tratamento de adultos com esclerose lateral amiotrófica, a ELA, em estágios iniciais da doença. A nova terapia será indicada para pacientes com grau 1 ou 2 de comprometimento e diagnóstico de até dois anos, devendo estar disponível na rede pública em até 180 dias. Até então, o único medicamento específico ofertado pelo SUS era o riluzol.

Embora a ELA ainda não tenha cura, a edaravona pode retardar a progressão da doença e, segundo estudos, aumentar a sobrevida em cerca de seis meses, além de reduzir o risco de morte. A incorporação amplia as opções terapêuticas e reforça a importância do diagnóstico precoce para que mais pacientes possam se beneficiar do tratamento.

Na prática, médicos que acompanham pacientes com suspeita de ELA devem estar atentos ao reconhecimento precoce dos sintomas e ao encaminhamento ágil para confirmação diagnóstica. Com uma nova opção disponível no SUS para os estágios iniciais, identificar a doença mais cedo pode ampliar o acesso a terapias capazes de retardar sua progressão.

Radar: marcapasso por ultrassom e o futuro da estimulação cardíaca não invasiva

Pesquisadores do MIT desenvolveram um marcapasso em forma de adesivo cutâneo que estimula o coração por ultrassom, sem necessidade de implante. Em estudos pré-clínicos, a tecnologia conseguiu restaurar o ritmo cardíaco em modelos animais e demonstrou segurança durante oito meses de acompanhamento. O diferencial é a combinação de um adesivo com transdutores de ultrassom e uma abordagem de engenharia genética que torna as células cardíacas sensíveis ao estímulo sonoro.

Apesar dos resultados promissores, a tecnologia ainda está longe da prática clínica: antes dos testes em humanos, será preciso superar desafios relacionados à terapia gênica, à transmissão do ultrassom e à comprovação da segurança em longo prazo. Ainda assim, o estudo aponta para um futuro em que o tratamento das arritmias poderá ser muito menos invasivo.

Embora ainda não mude a conduta atual, o estudo sinaliza uma possível nova geração de marcapassos capazes de reduzir complicações relacionadas ao implante, como infecções, sangramentos e lesões teciduais. Vale acompanhar a evolução dessa tecnologia, que pode transformar o manejo de pacientes com distúrbios do ritmo cardíaco nos próximos anos.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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