Remissão do lúpus como meta realista, vacina contra VSR em lactentes e ampliação da Pneumo 20 no SUS
A semana reuniu avanços importantes em reumatologia, infectologia pediátrica e saúde pública, com destaque para novas estratégias de tratamento do lúpus eritematoso sistêmico, evidências robustas sobre proteção vacinal em crianças e ampliação do acesso a imunobiológicos para idosos no Brasil.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Remissão do lúpus eritematoso sistêmico como meta realista no Brasil: estratégia treat-to-target ganha força
- Álcool e cigarro podem causar cegueira: neuropatia óptica tóxica em foco no Congresso Brasileiro de Oftalmologia
- Três doses da vacina Pfizer reduziram 97% dos casos graves de covid-19 em crianças, mostra estudo da USP
- Microproteínas no cérebro: descoberta de milhares de novas moléculas pode ampliar compreensão do Alzheimer
- SUS amplia cobertura da vacina Pneumo 20 para idosos com 85 anos ou mais
- FDA aprova primeira droga de nova classe para policitemia vera, neoplasia mieloproliferativa crônica
- Equações PREVENT de risco cardiovascular são integradas à plataforma Epic nos Estados Unidos
O que importa hoje: remissão do lúpus como objetivo terapêutico mensurável e realista
Especialistas reunidos no Congresso Brasileiro de Reumatologia defenderam a remissão do lúpus eritematoso sistêmico como meta terapêutica realista e mensurável, baseada na estratégia treat-to-target e na definição DORIS.
O objetivo é manter o paciente sem atividade clínica da doença, com mínima ou nenhuma exposição a corticosteroides e tratamento de manutenção estável. Essa abordagem está associada a melhor qualidade de vida e menor acúmulo de danos ao longo do tempo.
No Brasil, a implementação esbarra em diagnóstico tardio, desigualdade na distribuição de especialistas e acesso limitado a terapias avançadas, sobretudo no Sistema Único de Saúde.
O que muda na prática: proteção vacinal robusta contra covid-19 e VSR em lactentes e crianças pequenas
Estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP acompanhou mais de 2 milhões de crianças brasileiras entre 2022 e 2024 e demonstrou que três doses da vacina Pfizer-BioNTech reduziram em 97% os casos graves de covid-19 em crianças de 6 meses a 4 anos.
Nenhum óbito foi registrado entre as que completaram o esquema vacinal, enquanto esquemas incompletos não apresentaram benefício consistente. No Canadá, estudo publicado no JAMA Network Open confirmou alta efetividade do nirsevimabe contra o vírus sincicial respiratório, com 78% de proteção contra infecção confirmada, 79% na prevenção de hospitalizações e 97% na prevenção de admissões em UTI.
A proteção elevada foi mantida mesmo em prematuros e crianças com comorbidades, reforçando a importância de atualizar a carteira vacinal pediátrica.
Radar: ampliação da Pneumo 20 no SUS, nova terapia para policitemia vera e integração de equações de risco cardiovascular
O Ministério da Saúde ampliou pelo SUS a cobertura da vacina pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) para idosos com 85 anos ou mais, com meta de imunizar ao menos 90% do público-alvo. A medida visa reduzir hospitalizações e óbitos por pneumonia e outras infecções pneumocócicas nessa faixa etária, que registrou em 2025 taxa de hospitalização de 2.902,7 por 100 mil e mortalidade de 743,1 por 100 mil. A vacina pode ser buscada diretamente pelo idoso elegível, sem necessidade de prescrição médica.
Na hematologia, a FDA aprovou uma nova opção terapêutica para policitemia vera, demonstrando controle hematológico sustentado, redução da necessidade de flebotomias e melhora de sintomas como prurido aquagênico. Na cardiologia, a American Heart Association integrou as equações PREVENT à plataforma Epic, levando avaliação de risco cardiovascular em 10 e 30 anos ao prontuário eletrônico da maioria dos sistemas de saúde dos Estados Unidos, incorporando medidas de saúde renal e metabólica.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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