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Afya News17 junho 2026

17/06/2026 | Cirurgia renal a vácuo e rastreamento de apostas

Ureteroscopia com vácuo melhora resultados em cálculos renais, rastreamento de apostas se torna essencial na saúde mental e microplásticos podem ser removidos do sangue.

Cirurgia de cálculo renal com vácuo, rastreamento de apostas e remoção de microplásticos

O episódio de hoje do Afya News traz avanços em urologia minimamente invasiva, a necessidade de rastrear dependência de apostas na prática clínica e a primeira evidência de que microplásticos podem ser removidos do sangue humano, levantando questões sobre aplicabilidade terapêutica futura.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: a tecnologia que pode transformar a cirurgia de pedra nos rins

Uma nova técnica para tratar cálculos renais grandes pode representar um avanço importante no equilíbrio entre eficácia e menor invasividade cirúrgica. Em pacientes com pedras de 2 a 3 centímetros, a ureteroscopia flexível assistida por vácuo apresentou taxas de eliminação completa dos cálculos superiores às da técnica ureteroscópica convencional já nos primeiros dias após a cirurgia, mantendo resultados semelhantes aos da nefrolitotomia percutânea, considerada hoje uma das principais opções para esses casos.

Além disso, os pacientes tiveram menor perda sanguínea e receberam alta mais rapidamente. Embora os dados sejam preliminares e venham de um estudo retrospectivo, eles reforçam uma tendência da medicina: procedimentos cada vez menos invasivos, sem abrir mão da efetividade. Para o médico, isso sinaliza que novas tecnologias podem redefinir, nos próximos anos, o manejo de condições altamente prevalentes, como a nefrolitíase.

O que muda na prática: a aposta também está se tornando uma questão de saúde

Com a popularização das apostas esportivas e dos jogos online, especialistas defendem que os médicos passem a rastrear rotineiramente problemas relacionados ao jogo, especialmente em pacientes com transtornos mentais. Evidências mostram que o jogo problemático está associado a depressão, abuso de substâncias e demais impactos na saúde mental.

Por isso, incluir perguntas simples sobre hábitos de apostas na anamnese pode ajudar a identificar pacientes em risco antes que o problema se agrave. A conduta clínica passa a incluir perguntas simples sobre dependência financeira e hábitos recreativos virtuais em consultas de saúde mental. A triagem possibilita a intervenção protetiva e psiquiátrica oportuna, evitando ações negligenciadas pela ausência de quadros de humor clássicos aparentes.

Radar: já conseguimos remover microplásticos do corpo, mas devemos?

E se, no futuro, remover microplásticos do corpo se tornasse parte do cuidado em saúde? Um estudo mostrou, pela primeira vez, que a troca terapêutica de plasma conseguiu reduzir a quantidade de microplásticos circulando no sangue, especialmente em pessoas com maior carga dessas partículas. Mas a grande pergunta continua sem resposta: isso melhora a saúde?

Ainda não sabemos se retirar microplásticos do sangue reduz os depósitos em órgãos como cérebro e coração ou se impacta desfechos clínicos. O que essa pesquisa revela é uma mudança de perspectiva: além de discutir os efeitos dos microplásticos, a medicina começa a investigar se é possível tratar essa exposição. Ao mesmo tempo, especialistas lembram que talvez a estratégia mais eficaz continue sendo a mais básica: reduzir a exposição ambiental desde a origem.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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