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Afya News15 setembro 2026

15/09/2026 | Neuropatia óptica por álcool e tabaco: prevenção

Álcool e tabaco podem causar neuropatia óptica e cegueira. Saiba como identificar sinais precoces, investigar exposições e quando iniciar o tratamento adequado.

Álcool, tabaco e metanol: quando a perda visual pode ser sinal de lesão do nervo óptico

O episódio do Afya News de hoje traz três importantes atualizações médicas. A primeira destaca como o consumo de álcool e tabaco pode causar neuropatia óptica tóxica, levando à cegueira em casos graves. A segunda reforça a importância da profilaxia pós-exposição da raiva após o alerta do CDC sobre aumento de casos. A terceira apresenta um teste experimental promissor para detectar resistência do HIV aos antirretrovirais em apenas duas horas.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: neuropatia óptica por álcool, tabaco e metanol

O consumo crônico de álcool e tabaco pode causar neuropatia óptica tóxica e, em casos graves, levar à cegueira. O alerta foi destacado durante o Congresso Brasileiro de Oftalmologia, reforçando a importância da neuro-oftalmologia no reconhecimento precoce dessas alterações.

A perda visual costuma ser lenta, indolor e bilateral. Entre os sinais estão borrão no centro do campo visual e alteração na percepção das cores, especialmente com o vermelho parecendo mais apagado. Já na intoxicação por metanol, associada principalmente a bebidas adulteradas, os sintomas podem surgir em poucas horas e evoluir para perda visual irreversível.

Para o médico, a anamnese é fundamental, investigar consumo de álcool e tabaco, restrições alimentares, medicamentos potencialmente tóxicos e histórico familiar pode direcionar o diagnóstico. A avaliação pode incluir exame das pupilas, visão de cores, fundo de olho, OCT e ressonância. O tratamento depende da causa. Nas neuropatias tóxicas, é necessário suspender o agente, nas carenciais, repor vitaminas. Em intoxicações por metanol, o atendimento é uma emergência, e a rapidez pode ser determinante para preservar a visão.

O que muda na prática: profilaxia pós-exposição à raiva

O CDC alerta para o aumento das exposições à raiva e reforça a importância de indicar corretamente a profilaxia pós-exposição, ou PEP. Entre julho e agosto, as consultas relacionadas à doença aumentaram 17% nos Estados Unidos, e oito estados relataram aumento no uso da PEP, erros de administração ou ambos.

Para o médico, o principal ponto é avaliar cuidadosamente se houve uma exposição de risco e iniciar a profilaxia o quanto antes quando indicada. A raiva é praticamente sempre fatal após o início dos sintomas, mas a PEP é altamente eficaz quando administrada prontamente. O CDC também reforça que o esquema é complexo e envolve vacina e imunoglobulina, tornando fundamental seguir corretamente as recomendações e evitar indicações desnecessárias.

Radar: teste rápido para resistência do HIV aos antirretrovirais

Um teste experimental pode acelerar e baratear a identificação da resistência do HIV aos antirretrovirais. Apresentada na Conferência Internacional sobre Aids, a tecnologia utiliza um ensaio enzimático para avaliar a atividade da transcriptase reversa e identificar resistência a diferentes medicamentos.

Nos testes, o resultado saiu em cerca de duas horas, com custo estimado de 4 dólares em reagentes por exame. A proposta é oferecer uma alternativa aos métodos atuais, que podem ser caros e levar dias ou semanas. O teste ainda precisa de validação clínica e, por enquanto, avalia apenas a resistência aos inibidores da transcriptase reversa.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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