Anvisa aprova biossimilar para doenças inflamatórias e OMS reforça prevenção de sepse materno-neonatal
O episódio de hoje traz três notícias importantes para a prática médica: a aprovação de um novo biossimilar pela Anvisa para tratamento de doenças inflamatórias crônicas, o alerta da OPAS e OMS sobre higiene das mãos na prevenção de sepse materna e neonatal, e o reajuste acima da inflação nos planos de saúde coletivos.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Anvisa aprova nova opção de biossimilar para tratamento de doenças inflamatórias crônicas como psoríase e doença de Crohn
- Higiene das mãos contra sepse materna e neonatal: medidas simples que salvam vidas, segundo OPAS e OMS
- Reajuste de planos de saúde coletivos atinge 9,9% em 2026, acima da inflação
O que importa hoje: Anvisa aprova biossimilar do ustequinumabe para doenças inflamatórias crônicas
A Anvisa aprovou o Yesintek, biossimilar do ustequinumabe, medicamento de referência comercializado como Stelara. O novo produto poderá ser utilizado no tratamento da psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa, em pacientes adultos e crianças acima de 6 anos em alguns casos.
Segundo a agência reguladora, o medicamento demonstrou qualidade, segurança e eficácia comparáveis ao produto de referência. A aprovação representa uma nova alternativa terapêutica para pacientes que não responderam adequadamente aos tratamentos convencionais ou apresentaram intolerância às terapias atuais disponíveis.
O que muda na prática: higiene das mãos reduz mortalidade por sepse materna e neonatal
A OPAS e a OMS reforçam a importância da higiene das mãos como uma das medidas mais eficazes para prevenir mortes maternas e neonatais relacionadas à sepse. O alerta é especialmente relevante em cenários de alta rotatividade, como quando uma infecção simples no pós-parto evolui rapidamente para sepse materna, ou quando um recém-nascido prematuro desenvolve infecção após múltiplas manipulações na UTI neonatal.
Na prática médica, o reforço das organizações internacionais evidencia a necessidade de revisão de protocolos assistenciais, treinamento contínuo das equipes e maior adesão às medidas de controle de infecção. A atenção deve ser redobrada especialmente em centros obstétricos, UTIs neonatais e ambientes de alta complexidade.
Radar: planos de saúde coletivos têm reajuste de 9,9%, acima da inflação
Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste médio de quase 10% no início de 2026, um aumento acima da inflação oficial do país. Na prática, isso significa mensalidades mais caras para milhões de brasileiros que possuem planos empresariais ou por associação. Os contratos menores registraram reajustes ainda mais altos.
Para médicos e serviços de saúde, o cenário mantém a pressão sobre custos assistenciais e negociações com operadoras. Para os pacientes, cresce a preocupação com acesso, permanência nos planos e impacto no orçamento familiar.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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