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Afya News10 agosto 2026

10/08/2026 | CAR-T, rastreio colorretal no SUS e avanços contra o HIV

Células CAR-T persistem por 10 anos em linfomas, SUS oferece teste FIT para câncer colorretal e novas estratégias contra HIV em adolescentes.

Persistência de células CAR-T, novo rastreio de câncer colorretal no SUS e avanços contra o HIV

O episódio de hoje do Afya News traz três grandes temas da atualização médica: a persistência funcional prolongada das células CAR-T em linfomas, a incorporação do teste imunoquímico fecal no rastreamento do câncer colorretal pelo SUS e novas estratégias terapêuticas e preventivas contra o HIV apresentadas na Conferência Internacional de Aids 2026.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: persistência de uma década das células CAR T CD19 em linfomas de células B

Um estudo recente mostrou que células CAR-T direcionadas ao CD19 podem persistir e permanecer funcionalmente ativas por mais de uma década em pacientes com linfomas de células B.

Em uma coorte tratada com CART19, o transgene foi detectado no sangue por até 10 anos após a infusão, com evidência de expansão tardia dessas células mesmo muitos anos depois do tratamento. As células persistentes apresentaram características de ativação e perfil semelhante ao de células T de memória efetora, sugerindo um papel contínuo na vigilância imunológica contra a doença.

Em alguns casos, essa persistência esteve associada à manutenção da resposta clínica, mas também a efeitos prolongados, como aplasia de células B, hipogamaglobulinemia e maior risco de infecções, exigindo reposição de imunoglobulina. Os achados reforçam o potencial de longa duração das terapias CAR-T, mas também destacam a necessidade de seguimento prolongado desses pacientes.

Além de monitorar recaídas, o médico deve estar atento a efeitos tardios da terapia, especialmente imunossupressão persistente e risco infeccioso.

O que muda na prática: SUS incorpora teste simples e mais preciso para rastrear câncer colorretal

O Sistema Único de Saúde passou a oferecer o teste imunoquímico fecal, o FIT, para rastreamento do câncer colorretal em pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos. O exame, já adotado em programas internacionais, detecta sangue oculto nas fezes com maior precisão que métodos anteriores e será realizado a cada dois anos.

A coleta é simples, feita em casa, sem necessidade de preparo intestinal ou dieta restritiva, o que tende a aumentar a adesão da população. A estratégia busca ampliar o diagnóstico precoce de uma das neoplasias mais frequentes no país, com potencial de reduzir mortalidade.

Na prática, o médico passa a contar com uma ferramenta acessível e menos invasiva para rastreamento populacional, especialmente na atenção primária. O FIT facilita a triagem inicial e permite direcionar a colonoscopia para casos positivos, otimizando recursos e ampliando o alcance da prevenção. Também reforça a importância de identificar corretamente o público-alvo, pacientes assintomáticos dentro da faixa etária indicada, evitando uso inadequado do exame em contexto diagnóstico.

Radar: novas estratégias contra o HIV focam adesão, prevenção e desafios de acesso

Dados apresentados na Conferência Internacional de Aids 2026 destacam avanços e desafios no cuidado de crianças e adolescentes vivendo com HIV. Estudos mostram que terapias injetáveis de ação prolongada, como cabotegravir e rilpivirina, podem melhorar a adesão e reduzir o risco de falha virológica em comparação aos regimes orais diários, especialmente em adolescentes, grupo com maior dificuldade de adesão.

Ao mesmo tempo, pesquisas exploram novas frentes de prevenção, como anticorpos neutralizantes e estratégias para reduzir a transmissão pelo leite materno, embora ainda existam limitações importantes, como resistência viral e desigualdade no acesso aos tratamentos.

O conjunto dos dados reforça que o enfrentamento do HIV vai além da eficácia dos medicamentos, passa por adesão, contexto social e acesso. Estratégias mais discretas e menos dependentes do uso diário podem ser decisivas para populações vulneráveis, mas sua implementação ainda depende de equidade no acesso e financiamento sustentável.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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