Protocolo de Crohn no SUS, preparação climática e história da saúde pública brasileira
No episódio de hoje do Afya News, você acompanha as atualizações do novo protocolo da doença de Crohn no SUS após quase uma década, com ampliação de biológicos e novos critérios de monitoramento. Também trazemos a mobilização nacional do sistema de saúde para enfrentar os impactos do El Niño, e uma reflexão histórica sobre como as epidemias moldaram a saúde pública brasileira desde a Independência.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- Novo protocolo do SUS amplia tratamento e monitoramento da doença de Crohn com biológicos e calprotectina fecal
- SUS reforça preparação nacional para antecipar riscos e proteger população dos impactos do El Niño
- História da saúde pública no Brasil: da Independência às epidemias que moldaram o país
O que importa hoje: novo protocolo do SUS amplia tratamento e monitoramento da doença de Crohn
O novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença de Crohn atualiza, após quase uma década, o manejo da doença no SUS.
Uma das principais novidades é a inclusão da calprotectina fecal como ferramenta de monitoramento da atividade inflamatória, reduzindo a necessidade de avaliações endoscópicas frequentes quando não houver indicação clínica. O protocolo também incorpora vedolizumabe e ustequinumabe para pacientes com doença moderada a grave que falharam, perderam resposta, apresentaram intolerância ou contraindicação a um anti-TNF.
Outra mudança é a possibilidade de manutenção com infliximabe por via subcutânea em pacientes selecionados com fístula perianal complexa. Na gestação, a orientação passa a priorizar a manutenção dos anti-TNF em pacientes com doença ativa ou remissão instável, reservando a interrupção para casos que preencham critérios específicos. As mudanças ampliam as opções terapêuticas e tornam o acompanhamento mais objetivo no SUS.
O que muda na prática: SUS se prepara para impactos do El Niño
A chegada do El Niño leva o SUS a reforçar a preparação para possíveis eventos climáticos extremos.
O Ministério da Saúde mobilizou gestores dos 26 estados e do Distrito Federal para elaborar planos de enfrentamento adaptados aos riscos e às vulnerabilidades de cada território. Na prática, a proposta é antecipar necessidades, definir prioridades e organizar ações para manter a assistência mesmo diante de emergências climáticas.
O planejamento envolve Secretarias de Saúde, Defesa Civil, gestores municipais e outros setores, com foco especial nas populações mais vulneráveis. Para os serviços de saúde, a iniciativa reforça a importância de incorporar os riscos climáticos ao planejamento e de estabelecer previamente fluxos de resposta e articulação entre diferentes áreas. As informações levantadas nos estados também serão consolidadas pelo Ministério da Saúde para orientar os próximos passos da preparação nacional.
Radar: da Independência à saúde pública, como as epidemias moldaram o Brasil
No 7 de setembro, uma breve volta à história ajuda a entender como a saúde pública brasileira foi construída.
Após a Independência, em 1822, surgiram instituições que ajudaram a estruturar a medicina no país, como a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, criada em 1829, e as primeiras faculdades de medicina, em 1832. Mas os desafios sanitários permaneciam enormes. Varíola, febre amarela, cólera, tuberculose e infecções gastrointestinais provocavam milhares de mortes, enquanto medidas como vacinação, isolamento e quarentena começavam a ganhar espaço.
A própria vacinação contra a varíola foi alvo de resistência e, inicialmente, teve aplicação marcada pelas desigualdades sociais da época. A história também mostra que as condições de saúde sempre estiveram relacionadas às condições de vida e às desigualdades. Um legado que permanece atual: epidemias, vacinação e acesso à saúde continuam sendo temas centrais para a saúde pública brasileira.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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