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Afya News2 outubro 2026

02/10/2026 | Anvisa aprova tratamento para esquistossomose infantil

Anvisa libera arpraziquantel para crianças pequenas, novas regras facilitam doação de sangue e estudo relaciona sedentarismo prolongado ao câncer.

Anvisa aprova medicamento para esquistossomose infantil e novas regras facilitam doação de sangue

O episódio de hoje traz três atualizações importantes para a prática médica: a aprovação do primeiro tratamento específico para esquistossomose em crianças pequenas no Brasil, mudanças nos critérios de triagem para doação de sangue que reduzem prazos de inaptidão, e evidências sobre como o padrão de sedentarismo influencia o risco de câncer.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: Anvisa aprova primeiro tratamento para esquistossomose em crianças pequenas

A Anvisa aprovou em 30 de setembro o Farmanguinhos Arpraziquantel, indicado para tratamento da esquistossomose por Schistosoma mansoni ou S. haematobium em crianças de 3 meses a 6 anos. O fármaco é absorvido pelos vermes nos vasos sanguíneos, provocando espasmos e paralisia que interrompem sua fixação e danificam o tegumento, expondo o parasita ao sistema imune.

Para médicos, a aprovação preenche uma lacuna importante na faixa pré-escolar, que não contava com opção formalmente indicada. A esquistossomose é doença tropical negligenciada endêmica no Brasil, adquirida pelo contato com água doce com caramujos infectados, com período de incubação de duas a seis semanas.

Pediatras e médicos da atenção primária em áreas endêmicas devem considerar a infecção em crianças pequenas expostas e acompanhar a disponibilização do medicamento. O registro foi publicado no Diário Oficial da União pela Resolução 3.851/2026.

O que muda na prática: Novos critérios para doação de sangue reduzem prazos de inaptidão

Entraram em vigor em 1º de outubro novos critérios para doação de sangue no Brasil. Após tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimento estético, a doação é liberada em sete dias se o estabelecimento tiver alvará sanitário regular, sem essa comprovação, o prazo é de quatro meses, antes eram seis a 12 meses.

Piercing oral ou genital, endoscopia e uso de anabolizantes sem prescrição passam a exigir quatro meses de inaptidão, ante seis anteriormente. Quem esteve em área de malária ou mata aguarda 30 dias, e não mais um ano. Pessoas com 70 anos ou mais, antes impedidas, poderão doar se saudáveis e respeitando frequência e intervalos da faixa etária.

Para médicos, as mudanças afetam a orientação de pacientes e a triagem nos hemocentros. Segundo o Ministério da Saúde, os critérios acompanham avanços laboratoriais e reforçam segurança transfusional e rastreabilidade. Seguem valendo idade mínima de 18 anos, 16 com autorização, e peso de 50 kg.

Radar: Padrão de sedentarismo prolongado aumenta risco de morte por câncer

Coorte publicada na PLOS Medicine acompanhou 91.292 participantes do UK Biobank com acelerômetro de punho por mediana de 12,4 anos. Cada hora diária adicional de sedentarismo prolongado, em blocos de 30 minutos ou mais, associou-se a maior mortalidade por câncer com HR 1,09 e IC95% 1,06 a 1,11. O sedentarismo interrompido apresentou associação inversa com HR 0,82.

Trocar 1 hora de sedentarismo prolongado por atividade leve associou-se a 12% menos risco de morte por câncer. Para médicos, os dados indicam que o padrão de acúmulo do tempo sentado importa além do total, e reforçam a orientação de pausas frequentes.

A atividade leve, mais viável para idosos e pacientes com multimorbidade, já se associou a benefício. O desenho observacional, o viés de voluntário saudável e a medida de apenas sete dias impedem inferir causalidade, os achados precisam de confirmação em estudos de intervenção.

Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!

Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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