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Afya News2 setembro 2026

02/09/2026 | Aterosclerose em jovens e novos tratamentos SUS

Estudo identifica placas ateroscleróticas em jovens a partir de 18 anos. SUS incorpora três medicamentos para câncer de pulmão.

Aterosclerose em jovens, novos medicamentos no SUS e desigualdade vacinal global

O episódio de hoje traz evidências sobre a instalação precoce de aterosclerose em adultos jovens, a ampliação do acesso a terapias-alvo para câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde e as desigualdades estruturais expostas pela pandemia no desenvolvimento e distribuição de vacinas.

Matérias citadas no episódio de hoje:

O que importa hoje: aterosclerose silenciosa já pode estar presente em adultos jovens

Um estudo com 16.808 adultos sem histórico de infarto, AVC ou doença arterial identificou sinais de aterosclerose já entre pessoas de 18 a 29 anos. Nessa faixa, cerca de 9% dos homens e 7% das mulheres apresentavam placas, e a frequência aumentou rapidamente com a idade, chegando a aproximadamente metade dos homens e um terço das mulheres aos 40 anos.

Publicada no New England Journal of Medicine e apresentada no Congresso Europeu de Cardiologia, a pesquisa mostra que a aterosclerose é um processo que se instala silenciosamente décadas antes dos eventos cardiovasculares. Para a prática, os especialistas reforçam que o principal não é rastrear jovens indiscriminadamente com exames de imagem, mas identificar precocemente fatores de risco como LDL elevado, hipertensão, diabetes, obesidade e tabagismo, e agir sobre eles.

O que muda na prática: SUS amplia acesso a terapias de alto custo para câncer de pulmão

A partir de outubro, o SUS passará a oferecer três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A medida deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes inicialmente e faz parte da nova Assistência Farmacêutica Oncológica, que prevê a incorporação de 23 medicamentos de alto custo na rede pública.

Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo orais voltadas a alterações específicas das células tumorais, enquanto o durvalumabe atua estimulando a resposta imune e será indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos à cirurgia. Para a prática, a mudança amplia as opções terapêuticas disponíveis no SUS e o acesso a tratamentos que podem chegar a centenas de milhares de reais por ano na rede privada.

Radar: pandemia expõe desigualdade global no acesso às vacinas

Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP mostra que a pandemia de covid-19 expôs desigualdades profundas entre países ricos e o Sul Global em pesquisa, desenvolvimento, produção e acesso a vacinas. A análise aponta que 72% do financiamento global para pesquisa e desenvolvimento de vacinas entre 2014 e 2022 ficou concentrado em três grandes financiadores, enquanto 62% dos ensaios clínicos ocorreram em países de alta renda.

No Brasil, a pandemia impulsionou políticas de soberania sanitária, produção nacional e transferência de tecnologia, com protagonismo de instituições como Fiocruz e Butantan, mas a dependência de insumos importados ainda representa um gargalo. O estudo reforça que preparar o mundo para futuras emergências exige diversificar a produção, ampliar a cooperação internacional e enfrentar desigualdades estruturais no acesso às tecnologias em saúde.

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Autoria

Foto de Redação Afya News

Redação Afya News

Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.

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