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OrtopediaFEV 2022

Tendinopatia insercional do Aquiles: protocolo de reabilitação convencional vs acelerado

A tendinose insercional do Aquiles é caracterizada pela degeneração do tendão e é associada à doença de Haglund e outras condições.

Por Rafael Erthal

A tendinose insercional do Aquiles é caracterizada pela degeneração do tendão e está frequentemente associada à doença de Haglund (exostose póstero-superior proeminente do calcâneo), à bursite retrocalcânea e a calcificação do tendão de Aquiles. 

O tratamento cirúrgico é recomendado para pacientes que não respondem adequadamente a um período de três a seis meses de tratamento conservador apropriado. A cirurgia envolve a desinserção do tendão, desbridamento da bursa e ressecção da proeminência óssea local seguido da reinserção tendinosa. A imobilização e a restrição de carga são indicadas tradicionalmente no pós-operatório mas não existe consenso a respeito do momento no qual a carga pode ser liberada após a cirurgia. 

aquiles

Estudo

Um estudo publicado na revista científica “Foot & Ankle International” realizou uma comparação entre o protocolo de reabilitação acelerada envolvendo a liberação precoce de carga com o manejo tradicional que recomenda a restrição de carga. Nenhum estudo havia antes realizado esta comparação. Foram avaliados os resultados funcionais pós-operatórios desses pacientes.

Metodologia

O estudo envolveu a coleta de dados de 49 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico da tendinopatia insercional do Aquiles usando uma abordagem central e reinserção com técnica de sutura em ponte realizada por um único cirurgião. Os resultados funcionais foram medidos utilizando a escala analógica visual para a dor (EVA), o questionário Foot and Ankle Ability Measure (FAAM) e o questionário para qualidade de vida (SF-36) aos três, seis e doze meses de pós-operatório. As diferenças nos resultados foram analisadas por meio do modelo de análise de regressão linear múltipla.

A amostra incluiu 18 pacientes submetidos ao protocolo tradicional e 31 ao protocolo acelerado. As idades médias dos dois grupos foram semelhantes, assim como todas as outras características basais. Os escores médios foram melhores aos três meses no grupo de reabilitação acelerada. Os valores registrados para escala EVA para dor, FAAM e SF-36 (grupo convencional vs acelerado) aos três meses de pós-operatório foram 4 ± 1 vs 3 ± 1 pontos, 53 ± 8 vs 68 ± 3 pontos e 57 ± 15 vs 67 ± 10 pontos (P < 0,05 para cada comparação). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos aos seis e doze meses de pós-operatório. Todos os pacientes puderam realizar o teste de elevação do calcanhar único aos seis meses e nenhum apresentou complicações.

Leia também: Reabilitação precoce ou padrão para transferências tendinosas do pé e tornozelo fixadas com parafuso de interferência

Conclusão

Este estudo sugere que os resultados funcionais a curto prazo podem ser melhores no grupo manejado com o protocolo de reabilitação acelerada, entretanto mais dados são necessários antes que o programa acelerado possa ser recomendado de maneira rotineira.

Referências bibliográficas:

  • Arunakul M, Pholsawatchai W, Arunakul P, Pitakveerakul A. Conventional vs Accelerated Rehabilitation Protocol Following Reattachment of Achilles Tendon for Insertional Achilles Tendinopathy. Foot & Ankle International. 2021;42(9):1121-1129. 
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