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Ortopedia16 janeiro 2025

Síndrome do túnel do carpo: exercícios de reabilitação ou imobilização?

Estudo tem como objetivo comparar e avaliar resultados de diferentes formas de tratamento da síndrome do túnel do carpo. 

A síndrome do túnel do carpo (STC) é a síndrome compressiva mais comum e pode acometer até 5% da população geral. É mais comum em pacientes diabéticos ou obesos e mais prevalente em mulheres que em homens. Os pacientes apresentam sintomas de parestesia e dor no território do nervo mediano na mão e o tratamento inicial pode ser realizado com o uso de imobilizador, mantendo o punho em neutro, e exercícios na fisioterapia. 

A avaliação do nervo mediano pode ser realizada com o uso de ultrassonografia, calculando a área de seção transversal com variações de acordo com estatura, sexo e idade do paciente. Inúmeros estudos avaliaram a utilização da imobilização e exercícios no tratamento da síndrome do túnel do carpo, porém não há consenso acerca do melhor tratamento. Diante disso, foi publicado na revista “Medical Science Monitor” um estudo com o objetivo de comparar e avaliar resultados dessas formas de tratamento da síndrome do túnel do carpo. 

Veja mais: Dormência nas mãos: como identificar a síndrome do túnel do carpo? – Portal Afya

 

O ESTUDO 

O estudo foi um ensaio clínico controlado, duplo-cego, randomizado realizado em uma clínica de reabilitação de Istambul, Turquia entre janeiro e junho de 2022. Foram incluídos pacientes acima de 18 anos com STC leve à moderada pela eletroneuromiografia com sintomas nos últimos três meses. Pacientes com outro sítio de compressão ou submetidos à infiltração com corticoides ou com doenças sistêmicas foram excluídos. 

Os pacientes foram randomizados e alocados em dois grupos 1:1, sendo o primeiro imobilização e exercícios de deslizamento de nervos e tendões e outro apenas com exercícios. As imobilizações foram utilizadas durante 24 horas nos primeiros 10 dias e para dormir nos 20 dias seguintes. Uma série de ferramentas de avaliação foram usadas, incluindo ultrassonografia, dinamômetro, Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms & Signs Pain Score (LANSS), Quick Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (Q-DASH) e 36-Item Short Form Quality of Life Scale (SF-36), para fornecer uma avaliação abrangente. 

Os dois grupos tiveram resultados comparáveis ​​no final do tratamento. Não houve diferenças estatisticamente significativas nos escores Q-DASH (P=0,326, Cohen’s d=0,067), SF-36 (P=0,329, Cohen’s d=0,218), Escala Visual Analógica de dor (P=0,521, Cohen’s d=-0,299) ou LANSS (P=0,627, Cohen’s d=0,039) entre os grupos (P>0,05). Os resultados demonstram que um regime de exercícios direcionado, quando usado isoladamente, pode obter resultados comparáveis ​​aos obtidos por meio da integração de técnicas de imobilização. 

 

CONCLUSÃO 

Os achados do estudo colocam em dúvida a eficácia da imobilização quando comparada com uma terapia de reabilitação eficiente com exercícios. É fato que a correta orientação desses pacientes por um profissional qualificado pode ajudar a reduzir os sintomas da síndrome do túnel do carpo. 

 

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