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No mês passado foi comemorado o Outubro Rosa, para conscientizar sobre os riscos do câncer de mama, doença que acomete principalmente as mulheres. Agora é a vez do Novembro Azul, campanha voltada para a saúde masculina que alerta para a mortalidade do câncer de próstata, segunda maior incidência de neoplasia nos homens, atrás apenas do câncer de pulmão.
Mortalidade do Câncer de próstata
Mundialmente, o câncer de próstata atinge 1,5 milhão de pessoas e a mortalidade gira em torno de 360 mil pacientes anualmente. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), ocorrerão 68.220 novos casos de câncer de próstata no Brasil no biênio 2018-2019, o que equivale a 66,12 incidentes a cada 100 mil homens. Ainda de acordo com o INCA, a neoplasia maligna é responsável pela morte de 13.772 homens por ano (últimos dados datam de 2013).
Sintomas e diagnóstico
Como a maioria dos pacientes em estágio inicial não apresenta sintomas do câncer de próstata, há mais dificuldade de detectar a doença. Logo, é recomendado que o médico incentive o paciente a realizar um checape regularmente, pois, apesar de mortal, a neoplasia maligna da próstata tem até 90% de probabilidade de cura se for diagnosticada precocemente.
Leia mais: Câncer: estatística revela dados de mortalidade da doença em 2018
Por este motivo, além de conscientizar, o Novembro Azul estimula os homens a fazerem o exame de próstata a despeito dos preconceitos que envolvem este tipo de rastreio, realizado por meio do exame de toque retal. Neste, o urologista investiga a presença de uma massa rígida, nódulos, e alguma superfície irregular na glândula.
O antígeno prostático específico (PSA) também é utilizado para examinar o paciente. O screening é indicado para homens a partir dos 50, ou 45 anos caso faça parte dos fatores de risco para a doença.
Os sintomas do câncer de próstata costumam se manifestar nas fases mais avançadas; o paciente pode sentir urgência e dor ao urinar, noctúria, dores lombares, baixo fluxo urinário, dor no testículo, presença de sangue na urina ou no sêmen.
Fatores de risco
O câncer de próstata não tem uma causa definida, porém fatores podem influenciar o surgimento da neoplasia maligna, como idade avançada (a partir dos 50 anos), histórico deste tipo de câncer na família, indivíduos negros, sedentarismo e obesidade.
Tratamento
O tratamento vai depender do estágio de evolução da neoplasia. Se a doença estiver localizada, ou seja, dentro dos limites da próstata, recomenda-se a radioterapia ou a cirurgia de retirada da glândula (prostatectomia), além do acompanhamento clínico deste paciente.
Na fase em que a neoplasia está localmente avançada, ou seja, ainda na próstata mas ultrapassando a glândula, pode ser realizada a prostatectomia com a linfadenectomia ou RDT com ou sem terapia de bloqueio hormonal concomitante.
Quando o câncer estiver metastático, convém aplicação de hormonoterapia, bloqueio hormonal por até três anos para suprimir os níveis de testosterona, quimioterapia e radioterapia.
Prevenção
A prevenção do câncer de próstata é realizada por meio de hábitos saudáveis, como exercícios físicos, cessação do tabagismo, redução no consumo de álcool e dieta balanceada rica em frutas, verduras e legumes e baixa ingestão de gordura. Homens com mais de 45 anos que pertencem ao grupo de risco devem fazer exames de rotina anualmente para a detecção da doença.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) lançou sua edição da campanha Novembro Azul chamada “Seja Herói da Sua Saúde“, na qual incentiva os homens a cuidarem da própria saúde e consultarem o urologista. No canal do YouTube da entidade, há um vídeo com as principais informações sobre a doença.
Assista ao vídeo da SBU:
Como o cuidado com a saúde é de responsabilidade de cada um, o médico também deve aderir à prevenção do câncer de próstata, afinal como cuidar do paciente se o próprio médico está doente? No vídeo abaixo, o colunista do Portal PEBMED Ronaldo Gismondi alerta aos médicos sobre a profilaxia da doença e convida a todos os homens a realizarem o exame de próstata.
Confira o vídeo:
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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED
Referências:
- https://whitebook.pebmed.com.br/conteudo/medicina-interna
- http://portaldaurologia.org.br/novembroazul/
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