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Oncologia10 maio 2023

Adenocarcinoma de pulmão: veja como diagnosticar corretamente

Confira a apresentação clínica, o rastreio e o diagnóstico do adenocarcinoma de pulmão, o subtipo mais comum de câncer de pulmão.

Por Afya Whitebook

O adenocarcinoma de pulmão é uma eoplasia maligna que se origina no parênquima pulmonar. É o subtipo mais comum de câncer de pulmão. Em mais uma publicação de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, separamos os critérios sobre apresentação clínica e critério diagnóstico do câncer de pulmão.

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Anamnese

Os sintomas podem resultar principalmente do efeito local do tumor ou de metástases a distância. O adenocarcinoma de pulmão tende a ter localização mais periférica nas vias aéreas, os sintomas em decorrência de irritação ao parênquima pulmonar são, portanto, mais raros.

Epidemiologia: o câncer de pulmão é uma das neoplasias mais incidentes em todo o mundo e a causa mais comum de morte relacionada com o câncer. No Brasil, dados de 2020 estimaram uma incidência de 30.200 novos casos e 28.700 mortes. O câncer de pulmão não pequenas células corresponde a aproximadamente 85% dos casos, e seus principais subtipos são adenocarcinoma, carcinoma espinocelular e carcinoma de grandes células.

Quadro clínico: os principais sintomas relatados são: tosse, dispneia, dor torácica e perda de peso. Hemoptise pode estar presente em alguns casos. Sintomas como dores ósseas, desconforto abdominal, confusão mental ou déficit neurológico focal podem representar doença metastática.

Marcadores de gravidade: sinais e sintomas de doença metastática, como síndrome de veia cava superior, doença óssea com síndrome de compressão medular, acometimento do sistema nervoso central por metástases ou carcinomatose meníngea e hipercalcemia.

Fatores de risco: tabagismo (ativo ou passivo), poluição, exposição a radiação, contato com toxinas ambientais (asbesto, radônio, arsênio, cromo, níquel, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos) e fibrose pulmonar.

Exame físico

  • Não há achados patognomônicos ou diagnósticos;
  • Estigmas de síndrome consumptiva são comuns em doença avançada;
  • Sinais de alarme como aumento da frequência respiratória e dessaturação podem estar presentes.

De acordo com a U.S. Preventive Services Task Force, para rastreio é recomendada a realização de tomografia de tórax  anual sem contraste e de baixa dose de irradiação em pessoas de 50-80 anos de idade com história de tabagismo maior ou igual a 20 maços/ano, incluindo aqueles que pararam de fumar em até 15 anos.

O diagnóstico é feito por meio de biópsia, que pode ser do sítio primário guiada por tomografia ou broncoscopia, ou de alguma lesão metastática facilmente acessível. Na imuno-histoquímica, o adenocarcinoma tipicamente é positivo para TTF1, mucina, napsina A e CK7, e negativo para CK20. E no caso de câncer metastático, é mandatória a pesquisa de mutações ativadoras de EGFR e translocação ALK.

Como estadiar?

  • Hemograma  com plaquetas, desidrogenase láctica (DHL), fosfatase alcalina,  enzimas hepáticas, bilirrubinas totais e frações,  creatinina  e cálcio sérico; 
  • Se o tratamento for feito com imunoterapia, considerar solicitar: TSH,  T4L,  ACTH,  sorologias para HIV  e hepatites, amilase  e lipase; 
  • PET-CT ou tomografias de tórax,  abdome e pelve;
  • Cintilografia óssea: indicada quando o paciente tiver sintomas de acometimento ósseo;
  • RNM de crânio: indicada quando o paciente tiver sintomas de acometimento de SNC, considerar em casos assintomáticos nos estágios III e IV;
  • Em pacientes com adenopatia mediastinal suspeita, tumores centrais ou tumores periféricos ≥ 3 cm, considerar ultrassonografia endoscópica brônquica ou esofágica com biópsia e/ou mediastinoscopia.

Saiba mais pelo Whitebook!

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