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Ginecologia e ObstetríciaJAN 2022

Janeiro verde: Mês do combate ao câncer de colo uterino

O câncer de colo uterino é o terceiro mais incidente na população feminina brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma.

O câncer de colo uterino é o terceiro mais incidente na população feminina brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma. Políticas públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos anos 80 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1996. O controle do câncer do colo do útero é uma prioridade da agenda de saúde do país e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022.

Saiba mais: Reino Unido está caminhando para eliminação do câncer de colo de útero

câncer de colo uterino

O câncer de colo uterino

Hoje temos a certeza de que o câncer de colo uterino faz parte das IST ‘s, uma vez que sua etiologia está intimamente relacionada aos subtipos oncogênicos de HPV.  

Portanto, algumas dicas importantes devem ser sempre lembradas (baseado na diretriz para rastreamento de câncer de colo uterino do Ministério da Saúde).

Rastreamento: 

QUEM: 

  • Mulheres que já tiveram relação sexual vaginal ou que tem vida sexual ativa. 

QUANDO: 

  • Iniciar o rastreio a partir dos 25 anos de idade. 
  • Terminar rastreio aos 64 anos de idade

– O início antes dos 25 anos de idade levantaria uma série de lesões com grandes chances de regressão, resultando num número grande de colposcopias desnecessárias.

– Antes dos 25 anos de idade cânceres invasivos são muito raro.

– Mesmo em países desenvolvidos os dados não mostram vantagem em manter o rastreio em mulheres além dos 64 anos de idade.

COMO:

  • O rastreio deve ser feito em dois anos seguidos. Se o resultado estiver dentro da normalidade, autoriza-se a coleta a cada três anos com segurança para rastreamento de lesões precursoras (nível de evidência A).

Casos especiais:

  • Gestantes: não existem restrições, inclusive com coleta endocervical. A melhor oportunidade de coleta é quando a mulher vem até a unidade de saúde.  
  • Mulheres na pós menopausa: seguir a rotina de acordo com esquema acima. Eventualmente é possível utilização de estrogenização vaginal naquelas que houver necessidade.  
  • Mulheres sem história de atividade sexual: não devem ser submetidas ao exame.
  • Mulheres histerectomizadas:

por condições benignas:podem ser dispensadas se tiverem exames normais prévios à cirurgia. 

por neoplasias: seguir a rotina da lesão tratada.  

  • Mulheres imunossuprimidas: pacientes HIV + por exemplo devem ser rastreadas a cada seis meses.

Conduta inicial frente aos resultados

câncer de colo uterino

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