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Ginecologia e Obstetrícia27 março 2024

Doença Inflamatória Pélvica: pontos de atenção [podcast]

Neste episódio, Caroline Oliveira fala sobre a doença inflamatória pélvica, uma das mais importantes complicações de ISTs.

A doença inflamatória pélvica é uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microrganismos no trato genital inferior feminino, espontânea ou decorrente de manipulação, comprometendo endométrio (endometrite), tubas uterinas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas, causando salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite.

Veja também: Gonorreia na Atenção Primária: pontos de atenção

Neste episódio, Caroline Oliveira, ginecologista e conteudista do Whitebook, fala sobre esse quadro que constituiu uma das mais importantes complicações das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

A doença inflamatória pélvica (DIP) decorre da ascensão de microrganismos no trato genital inferior, com comprometimento de endométrio, trompas, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas.

É comum em mulheres jovens com atividade sexual não protegida, com possíveis sequelas importantes a longo prazo, como infertilidade por fator tubário, gravidez ectópica e dor pélvica crônica.

A maioria dos casos de DIP (85%) é causada por agentes patogênicos sexualmente transmitidos ou associados à vaginose bacteriana.

Os principais agentes incluem: Neisseria gonorrhoeaeChlamydia sp.Bacteroides sp.; enterobactérias; estreptococos e outros, como bactérias facultativas anaeróbias da microbiota vaginal (ex.: G. vaginalisH. influenzaeS. agalactiaeCampylobacter spp., Peptococcus, Peptostreptococcus Prevotella spp.). Adicionalmente citomegalovírus (CMV), herpes-vírus simples, M. genitalium, M. hominis, U. urealyticum e Trichomonas vaginalis podem ser associados a alguns casos de DIP.

Veja também: Mapa Mental – Doença Inflamatória Pélvica – Ginecologia e Obstetrícia

Fatores de risco:

  • Vida sexualmente ativa;
  • Multiplicidade de parceiros;
  • Vaginites e vaginoses recorrentes;
  • Idade < 25 anos;
  • História pessoal de IST e/ou do(a) parceiro(a);
  • Caso prévio de DIP;
  • Ausência de uso de métodos contraceptivos de barreira (ex.: preservativo);
  • Uso exclusivo de método anticoncepcional (pílulas combinadas);
  • Aplicação de tampões e duchas vaginais;
  • Intervenção recente do colo do útero (ex.: puerpério, dispositivo intrauterino [DIU]);
  • Condições socioeconômicas desfavoráveis (pouca escolaridade, desemprego e baixa renda familiar).

Leia mais: Candidíase complicada e não complicada: pontos de atenção

Saiba mais sobre doença inflamatória pélvica conferindo o episódio completo deste podcast no canal oficial do Whitebook no Spotify!

Mapa Mental - Doença Inflamatória Pélvica - Ginecologia e Obstetrícia

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