Paciente masculino, branco, 73 anos, diabético, hipertenso e com sobrepeso, que faz consultas regulares com urologista desde os 52 anos, comparece ao consultório para avaliação urológica de rotina, com leves sintomas miccionais do trato urinário inferior (STUI): hesitação e sensação de esvaziamento incompleto. Relata, ainda, leve disfunção erétil com boa resposta com inibidor da PDE-5 diário. Está há 1 ano em uso de tansulosina 0,4 mg associado a dutasterida 0,5 mg com moderada resposta. Nega cirurgias prévias, alergias, tabagismo. Etilista social e pratica atividade física regular (5x na semana). Tem histórico familiar de câncer de próstata (ACP: pai aos 83 anos e irmão aos 68 anos).
Trouxe ultrassonografia: vias urinárias superiores dentro da normalidade. Próstata de 46g, vesículas anatômicas e resíduo pós-miccional de 46 ml, bexiga de paredes finas.
Ao exame físico: abdome depressível, timpânico, peristlase +, indolor. Toque retal: esfíncter tônico, próstata fibroelástica, móvel, sem nódulos, cerca de 40g.
Exames laboratoriais: Hb-14,8/ Plaq-219.000/ Hb glicada-8,5/ Glico-147/U-35/ C-1,15/ Colesterol T-266/ LDL- 181 PSA (maio de 2024) – 4,51 ng/ml e 6,45 ng/ml (dezembro de 2024).

De acordo com as informações acima fornecidas, qual o diagnóstico provável e conduta inicial?
ACâncer de próstata, manter a medicação em uso e solicitar ressonância magnética da próstata (por elevação de PSA).
BHiperplasia prostática benigna (HPB), manter a medicação em uso e solicitar ressonância magnética da próstata (por elevação de PSA).
CHiperplasia prostática benigna (HPB) com falha de tratamento clínico e indicar ressecção transuretral da próstata (RTUp).
DCâncer de próstata, suspender a medicação em uso e solicitar biópsia prostática por ultrassonografia transretal.
Autoria

Diogo Perlingeiro
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