Mulher de 52 anos, com obesidade e diabetes mellitus tipo 2, sedentária e sem tabagismo, retorna à consulta endocrinológica. Usa agonista do receptor de GLP-1 subcutâneo semanal há seis meses, com perda ponderal progressiva. Relata queda de cabelo incomum iniciada após o tratamento, redução do volume dos fios, prurido no couro cabeludo e alteração das unhas das mãos.
Ao exame, apresenta descolamento distal da lâmina ungueal em múltiplos quirodáctilos, com discromia, sem hiperceratose subungueal ou sinais flogísticos periungueais. No couro cabeludo, há redução difusa da densidade capilar, sem alopecia cicatricial, com eritema e descamação fina. Levanta-se como hipótese principal a ocorrência de alterações ungueais e capilares associadas ao uso de agonistas de GLP-1. A paciente pergunta se deve interromper o medicamento.
Diante desse quadro, qual é a conduta mais adequada?
Autoria

Luciano Lucas
Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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